domingo, 28 de setembro de 2014

Em referendo, suiços recusam implementação de sistema de saúde pública. Depois de rejeitarem salário mínimo de quase R$10 mil, suíços rejeitam saúde estatal pela terceira vez em menos de 10 anos.

Em referendo, suiços recusam implementação de sistema de saúde pública. Depois de rejeitarem salário mínimo de quase R$10 mil, suíços rejeitam saúde estatal pela terceira vez em menos de 10 anos.

Saúde

EM REFERENDO, SUÍÇOS RECUSAM IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMA DE SAÚDE PÚBLICA

Depois de rejeitarem salário mínimo de quase R$10 mil, suíços rejeitam saúde estatal pela terceira vez em menos de 10 anos.
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Em um referendo cujo resultado oficial foi apurado neste domingo (28), 61,9% da população suíça rejeitou uma reforma proposta por partidos de centro-esquerda para a implementação de um sistema de saúde pública no país, que acabaria com o atual sistema de saúde privado vigente desde 1994, substituindo as mais de 60 seguradoras privadas existentes no país por uma organização pública.
Trata-se da terceira tentativa de reforma do atual sistema (no qual os cidadãos suíços são obrigados a contratar um plano da saúde privado) em menos de 10 anos – a primeira foi em 2005. Para os defensores da proposta derrotada, o sistema atual seria muito caro e desvantajoso para os consumidores, pois não haveria concorrência real entre as seguradoras. Um dos argumentos utilizados foi o de que seria possível economizar até 350 milhões de francos (quase R$900 mi) com a estatização, reduzindo-se a despesa total da saúde em 10% ao longo dos próximos anos.
Os opositores da iniciativa, por sua vez, argumentam que a Suíça tem um dos sistemas de saúde mais bem-sucedidos do mundo, e que, com a estatização, a falta de liberdade dos cidadãos para escolher uma seguradora de saúde resultaria em uma organização burocrática. Foi essa a opinião defendida pela maioria dos partidos políticos, bem como pelo atual governo e pela comunidade empresarial.
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Um aspecto interessante do resultado da votação foi a divisão “linguística” do resultado. Os eleitores de língua alemã (maioria do país) rejeitaram em peso a iniciativa – na maior parte das regiões germânicas, o “não” venceu por mais de 70% dos votos. O exato oposto aconteceu nas regiões de língua francesa, que viram uma ampla vitória do “sim” – em Neuchâtel, por exemplo, esse número chegou a 60% dos votantes. O Ticino, região de maioria italiana que recentemente protagonizou uma inusitada notíciarelativa à intervenção estatal, ficou em cima do muro – com uma vitória apertada do “não” por 55% dos votos.
A divisão linguística do resultado acompanhou votações anteriores realizadas na Suíça sobre questões sociais, nas quais os grupos linguísticos minoritários do país se mostraram favoráveis em um maior papel interventor do Estado. Entre tais iniciativas, ganhou bastante destaque na imprensa um referendo realizado em 18 de maio deste ano, no qual a população suíça rejeitou a implantação de um salário mínimo de 22 francos por hora (quase R$10 mil por mês), bem como a compra de 22 caças suecos modelo Gripen.

Fonte: http://spotniks.com/em-referendo-suicos-recusam-implementacao-de-sistema-de-saude-publica/


terça-feira, 16 de setembro de 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A “guerra aos carros” tem uma ideologia por detrás?

Leo Daniele

A “guerra aos carros” tem uma ideologia por detrás?


todo mundo odeia onibus lotado
Antes de tudo os fatos. Lê-se num editorial de conhecido matutino paulista: “Ter carro já é quase um crime. A cruzada da Prefeitura de São Paulo contra os motoristas de carro parece não ter fim”.[1]
Qual a razão dessa “cruzada” com cem aspas de cada lado? É que o carro traduz, de certa forma, o nivel social de quem o possui. É preciso, portanto, na ótica vermelha, desestimular o uso de carros, para isso favorecendo os transportes coletivos e as bicicletas.
Aliás,  palavra “onibus” no latim significa “para todos”. Os passageiros de um onibus pelo menos enquanto lá estiverem são iguais a todos os outros.
Sendo assim, é fácil ver que a doutrina que está por detrás dessa cruzada sem cruz é o contumaz igualitarismo.
O matutino prossegue:  “O reajuste da Zona Azul muito superior à inflação indica uma política deliberada para desestimular o uso de carros em São Paulo. É uma punição para quem opta pelo carro não por gosto, mas porque a alternativa é o lento e desconfortável transporte público oferecido pelo Município. Além disso, já se espera um efeito cascata sobre os preços dos estaciasonamentos da cidade. Mas a Prefeitura não desiste. Além das faixas pintadas ao deus-dará, a administração petista anunciou que pretende construir 400 km de ciclovias, o que deverá resultar na supressão de até 40 mil vagas de estacionamento pela cidade”.  A intenção evidente é permitir que os autores da iniciativa ”possam  posar de defensores dos “sem-carro”, o que pode pegar bem como propaganda, mas é terrível para a cidade”.
Entretanto, não será exagero dizer que há uma guerra aos carros?
Somente um louco poderia fazer uma guerra direta aos automóveis, nas condições de hoje em dia. Mas poderia agir, como se diz, sobre o cálculo de custo/benefício, para tornar menos penoso o uso de transportes coletivos. Estes, oferecen menor benefício mas muito menor custo, a não se considerar os prejuízos para a vida em sociedade.
Através dessa jogada, visam criar uma espécie de moda de não ter carro.
Vê-se por detrás dessa movimentação o espectro da luta de classes, ao gosto do chavismo venezuelano tão empenhado em se instalar no Brasil.
Mas a Sagrada Escritura sempre desmancha os prazeres ideológicos  dos adeptos da Teologia da Libertação e ensina: “Filho, se tens posses, faze com elas bem a ti mesmo, e oferece a Deus dignas oblações [...] Não te prives de um bom dia, e não deixes perder nenhuma parcela do bem que te é concedido.[2]
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[1] O Estado de S. Paulo, 29 de julho de 2014.
[2] Eclo 14, 11 e 14.

http://ipco.org.br/ipco/noticias/guerra-aos-carros-tem-uma-ideologia-por-detras#.VBbZcfldXIk