quarta-feira, 17 de julho de 2013

Igualitarismo, “canal estratégico” das esquerdas

Leo Daniele
Quatro pares de olhos, presumivelmente três de homens e um de mulher; mas quanta igualdade de natureza! Quanta desigualdade em todo o restante! A diferença entre os olhares é tão grande, que mesmo os dois olhos da mesma pessoa são diferentes entre si. Por detrás deles, quanta diversidade nas concepções, nas preocupações, na inteligência, na sensibilidade, na saúde, na beleza, na cultura, etc., etc.! Que sentido faz tratar os homens de maneira igual?
Nos últimos dias de seu governo, o ex-presidente Lula da Silva lançou o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)\ em direção ao governo seguinte, que deveria ser o da presidente Dilma Rousseff. Logo em suas primeiras linhas, o extenso documento afirma:
A educação em Direitos Humanos, como canal estratégico capaz de produzir uma sociedade igualitária, extrapola o direito à educação permanente e de qualidade. A educação e a cultura em Direitos Humanos visam à formação de nova mentalidade coletiva”.
Portanto, afirma o Sr. Lula da Silva que por esse canal estratégico dos direitos humanos navega a nau da igualdade. É um governo que confessa não se esmerar especialmente na “educação permanente e de qualidade” ‒ ela extrapola suas metas ‒ mas se vai empenhar na formação de “nova mentalidade”, tais como o fizeram os governos nazistas, socialistas e outros.
Sabemos qual vem a ser essa nova mentalidade: a que visa a uma sociedade igualitária, como o PNDH-3 reconhece. Frontalmente contrário a esta concepção,  Dr. Plinio, que o ilustre intelectual italiano Giovanni Cantoni enaltece como o teólogo das desigualdades sociais, afirma ousadamente:
O fato mais importante de nossos dias é uma imensa Revolução igualitária, que dirige em seu benefício o curso de todos os acontecimentos, visando à igualdade completa, por meios ora graduais e pacíficos, ora abertos e brutais“.[1]
Neste canal estratégico, o navio do PNDH-3, em suas quase 80 páginas, põe em xeque a Igreja Católica. Estimula a luta de classes, de grupos e de raças. Investe contra a família e a moralidade do povo, de forma agressiva. Intenta desmoralizar o Judiciário e o sistema de segurança pública. Vai contra a propriedade privada, estabelecida em dois Mandamentos. Procura deitar a garra totalitária nos meios de comunicação social. Conduz ao caos a produção econômica, hostilizando sua ponta de lança, que no momento é a agricultura e a pecuária em grande escala. Tenta colocar a Nação debaixo de um tacão totalitário, sob a vigilância de conselhos populares (soviets), onipresentes e de atribuições indefinidas.
O jornalista Charles Moore, do Daliy Telegraphy, afirma com razão que a igualdade é a nova super ideologia de nosso tempo.
Para o PNDH-3, a educação em Direitos Humanos seria o “canal estratégico capaz de produzir uma sociedade igualitária”. No canal estratégico, o igualitarismo é vital para os dois lados, embora de maneiras diferentes: para uns, a fim de o adorar como uma espécie de ídolo, para os outros, a fim de o reprovar e encontrar a ordem. A Esquerda o admite furiosamente. Nada de olhos e olhares diferentes, como os que se veem no início deste artigo! Foi um erro, da natureza, pensam. A Direita, muitas vezes um pouco sonolenta, geralmente não é igualitária. Mas para a Direita ou para a Esquerda, o problema da igualdade ou da desigualdade sempre é o ponto chave: o canal estratégico.

[1] S.data.

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