quarta-feira, 25 de maio de 2011

O economista americano Robert Shapiro faz palestra no Mackenzie


No dia 24 de maio, às 19h, no auditório Ruy Barbosa, autoridades do Mackenzie, diretores, professores, funcionários e convidados puderam apreciar a palestra do economista norte-americano Robert Shapiro, que teve como tema a “A Previsão do Futuro”, baseado em seu livro mais recente.

O evento foi uma iniciativa do Decanato de Extensão do Mackenzie e do programa de pós-graduação do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA), em busca da excelência dos seus cursos por meio da troca de experiência com profissionais renomados de várias nacionalidades. A parceria do Mackenzie com o projeto Fronteiras do Pensamento viabilizou a vinda de personalidades como Robert Shapiro, abrindo as portas para que outros palestrantes de renome internacional possam ser apreciados por mackenzistas, ao longo do ano de 2011.

Na abertura, uma devocional foi realizada pelo chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, doutor Augustus Nicodemus Gomes Lopes e, em seguida, o decano de Extensão, doutor Cleverson Pereira de Almeida deu as boas-vindas a todos os presentes e apresentou um breve currículo do palestrante.

Em sua palestra, Robert Shapiro explicou que grandes mudanças ocorrerão no mundo graças à globalização, ao envelhecimento da população mundial e a nova força que os países emergentes possuem na economia mundial. “Ao longo do tempo, temos demarcados os períodos em que nações criaram bases sólidas de desenvolvimento: o grande salto dos Estados Unidos foi no século XIX, Japão e países asiáticos no século XX, e agora, no século XXI, acontece com os países emergentes”, explicou.

O economista também destacou que, da mesma forma que as ascensões se alternam, as crises são implacáveis. “A crise econômica foi comum na América Latina nos anos 80, na Ásia nos anos de 90, nos Estados Unidos em 2008 e agora, na Europa.”


Parte destas crises deve-se ao envelhecimento da população, que necessita de maiores cuidados em idade avançada e aumenta consideravelmente os gastos de uma nação. “A proporção de pessoas ativas em relação aos aposentados cai gradativamente. Em países como a Alemanha, França, Itália, o número de trabalhadores ativos para cada aposentado está em 1,8 por pessoa”, diz Shapiro. “Nas Américas essa proporção ainda alcança 2 para 1, graças às imigrações, que continuam ocorrendo em grande número.”

Robert Shapiro ressaltou que os investimentos privados e capital estrangeiro podem criar novos empregos, novos negócios, introduzindo a competitividade no mercado. “Investimento estrangeiro alavanca a produtividade. O Brasil pode expandir sua força de trabalho para além da mão de obra básica e formar trabalhadores mais especializados. O caminho está aberto, atualmente vemos altas marcas no Ensino Superior brasileiro, mas o Ensino Básico não acompanha esse crescimento”.

Assim, o economista prevê que modernização dos emergentes e manutenção no topo dos grandes só acontece por meio da globalização, trazendo benefícios, enriquecendo os países e formando consumidores.

Quem é Roberto Shapiro

PhD pela Universidade de Harvard e principal conselheiro econômico das campanhas presidenciais de Clinton, Al Gore e John Kerry, Shapiro é atualmente diretor da Iniciativa de Globalização da organização política NDN e Presidente da Climate Task Force (entidade que estuda as mudanças climáticas globais e propõe linhas de ação).

Fonte: http://www.mackenzie.br/portal/principal.php

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com/