«A comparação com um administrador ou um gestor de falências, ou da "massa falida", tem razão de ser perante uma entrevista em que o economês se tornou o politiquês.
A redução da política a uma determinada forma de pensar a economia, vista da perspectiva de uma empresa e não de um país, uma nação, é um erro ou uma perigosa errância política.
Embora pareça desprovido de ideologia e passe por ser uma linguagem "científica" com a intangibilidade que habitualmente se dá à ciência (como à cultura), o economês-politiquês é profundamente ideológico e bem pouco científico, contém um programa público e uma agenda parcialmente escondida, e é típico também dos momentos de transição, de "ajustamento".»