quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Recrutar para área financeira é mais difícil no Brasil

04-10-2011

Contratar profissionais de finanças e contabilidade no Brasil é mais desafiador do que em qualquer outro país. De acordo com pesquisa realizada pela Robert Half, com mais de seis mil profissionais da área financeira em 18 nações, metade das empresas brasileiras considera a busca por talentos dessa área muito difícil. No restante do mundo, essa é uma preocupação de apenas 19% dos gestores ouvidos pela líder mundial de recrutamento.

A forte procura por mão de obra especializada em finanças e contabilidade é reflexo direto do aquecimento da economia brasileira. “Os melhores profissionais foram recentemente contratados ou promovidos. Atrair essa mão de obra tem custado caro para as empresas”, revela Mário Custódio, especialista em recrutamento da divisão de Finanças e Contabilidade da Robert Half.

Os maiores desafios estão no recrutamento para as áreas de finanças e auditoria. A pesquisa mostra que 34% das organizações têm dificuldade para contratar profissionais de finanças e um quarto delas não consegue preencher as posições de auditores.

“O mercado brasileiro vive um momento de fusões e aquisições de novos negócios, investimentos de multinacionais e preparação para venda de operações, o que exige auditorias detalhadas”, diz Custódio.

O desafio de encontrar pessoal qualificado disponível para atuar nessas áreas tem inflacionado os salários. “Muitas vezes, esses especialistas só aceitam mudar de emprego com oferta de aumento salarial de 60% a 70%. E as empresas não estão mais dispostas a supervalorizar os talentos como fizeram antes da crise”, garante.

Por isso, a “guerra” por executivos nessa área faz com que parte das empresas considere estratégica a política de retenção de talentos. Mais de 25% dos gestores de finanças brasileiros estão muito preocupados em manter seus principais quadros. Entre os 18 países pesquisados, o Brasil aparece na terceira colocação nesse quesito, atrás apenas de Cingapura (38%) e Hong Kong (29%).

Segundo o especialista, as empresas têm apostado na formação de mão de obra como forma de valorização dos funcionários. “Há uma demanda acentuada por jovens que estão entrando no mercado e que podem ser treinados apesar do pouco conhecimento técnico. Essa tem sido uma escolha mais frequente, ao invés de trazer do mercado pessoas com salários inflacionados”, explica.

Mesmo com toda a dificuldade de encontrar no mercado profissionais de finanças e contabilidade, as organizações brasileiras estão otimistas quanto às perspectivas para o próximo ano.

Metade dos executivos do Brasil está muito confiante no crescimento de suas empresas em 2012, atrás apenas dos Emirados Árabes, onde o otimismo atinge 51% dos entrevistados. Já na Europa, impactada pela crise, os britânicos são os mais pessimistas, e apenas 7% deles apostam em bons resultados no próximo ano, assim como 12% dos franceses.

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Fonte: http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notas111/041020115e.htm


Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

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