terça-feira, 10 de novembro de 2009

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S.D.G.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ECONOMIA SUIÇA É A MAIS COMPETITIVA DO MUNDO

Na classificação 2009-2010 do Fórum Econômico Mundial (WEF), a Suíça aparece como a economia mais competitiva do planeta.

Cingapura aparece em 3° lugar. Portugal mantém o 43° lugar e o Brasil é 56°. Na América Latina, o Chile continua liderando (30°).

Apesar da crise econômica, a economia suíça conserva uma excelente capacidade de inovação tecnológica e se caracteriza por sua cultura comercial। A Suíça também deve seu primeiro lugar por seus institutos de pesquisa científica e por estreita colaboração entre as universidades e a economia.

Destaques

Suas instituições públicas estão entre as melhores do mundo e existe uma grande independência do poder judiciário. A infraestrutura é considerada excelente. Os mercados financeiros se enfraqueceram um pouco, refletindo especialmente as dificuldades do setor bancário.

Esses são alguns dos critérios avaliados pelo WEF em que a Suíça se destaca.

Crise nos Estados Unidos

Os Estados Unidos perderam o primeiro lugar na classificação devido à crise no seu sistema financeiro e à deterioração da situação fiscal.

Cingapura subiu dois pontos na classificação e este ano aparece em 3° lugar। Segundo o WEF, a confiança nas instituições foi reforçada e o país também se destaca pela eficácia de seu mercado de bens e mercado de trabalho.

A Suécia mantém-se no 4° lugar em competitividade e a Dinamarca perde dois pontos। A Finlândia está em 6°, à frente da Alemanha (estável) e do Japão (que ganha um ponto)। Seguem-se Canadá (9°) e Holanda (10°).

Portugal mantém-se Entre outros países europeus, a Grã-Bretanha perde um ponto (13°) devido as dificuldades de sua praça financeira. A França se mantém (16°) e a Espanha, muito atingida pela crise, perde quatro pontos (33°). Portugal também mantém sua posição (43°) e a Itália ganha um ponto (48°).

Na América Latina, o Chile mantém sua liderança competitiva (30°) e o Brasil aparece em 56° lugar, ganhando oito posições। O relatório do WEF analisou as economias de 133 países। Os dados foram coletados entre janeiro e junho deste ano.

OS DEZ MAIS COMPETITIVOS

1° Suíça
2° Estados Unidos
3° Cingapura
4° Suécia
5° Dinamarca
6° Finlândia
7° Alemanha
8° Japão
9° Canadá
10° Holanda

Fonte: relatório WEF 2009

Maiores Informações: Claudinê Gonçalves, swissinfo.ch com agências

sábado, 1 de agosto de 2009

BOB GOUDZWAARD - ECONOMISTA NEO-CALVINISTA

Bob Goudzwaard is professor emeritus, at the Free University in Amsterdam. He was elected to the Dutch Parliament in the 1970s and served for a time in a Christian policy research institute in The Hague. He is the author of numerous books including Capitalism and Progress and Hope in Troubled Times

Bruce Wearne interviews Bob Goudzwaard here [pdf].

Annotated Bibliography
Bruce C. Wearne Cultivating Care within a Vulnerable Economy: an annotated bibliography of the English writings of Bob Goudzwaard 1967-2007 [pdf December 2007; 101+ xvii pages (approx 1 MB)]

Bruce C Wearne Cultivating Care within a Vulnerable Economy: an annotated bibliography of the English writings of Bob Goudzwaard 1967-2008 [pdf June 2008; 104+ xix pages (approx 1.1 MB)]

A Dutch bibliography from Herman Noordegraaf and Sander Griffioen (eds) Bewogen Realisme: economie, cultuur, oecumene - bij het afscheid van Bob Goudzwaard Kok, Kampen 1999 pp 230-237. [pdf]

Bibliography compiled by Bruce Wearne


1967

1. "The Christian and Modern Business Enterprise 1" The Guide Oct pp 10-11,14

2. "The Christian and Modern Business Enterprise 2" The Guide Nov pp 10-11, 14

3. "The Christian and Modern Business Enterprise 3" The Guide Dec pp 6-7


1968

4. The Christian and Modern Business Enterprise Ontario CLAC 20 pp


1970

5. "English Summary" Ongeprijsde schaarste, een onderzoek naar de plaats van expretiale of ongecompenseerde effecten in de theoretische economie en de leer der economische politiek Den Haag, Van Stockum pp. 163-169.

6. "Incomes and their Distribution" (translation of study paper published in Patrimonium, October 1970) 16 pp.


1971

7. "Summary" (of "Economie tussen afbraak en doorbraak. Verleden en toekomst van een gesloten wereldbeeld") Philosophia Reformata 36e Jrg pp. 53-54

8. "Christian Economics?" Vanguard October/ Nov pp 17-19

9. "The Choice Between What Is and What Ought to be" Vanguard Dec pp 24-27


1972

10. A Christian Political Option (trans Herman Praamsma of Grote taak voor kleine mensen : hoofdlijnen voor een evangelisch beleid Antirevolutionaire Partij-Stichting 1969) Toronto, Wedge, 66 pages.

11. "Income Differentials Adrift" (Translated with an Introduction by Edward Vanderkloet, Christian Labour Association of Canada) February, 16 pages.

12. "Have our Gods Failed Us?" Vanguard August/ September pp. 8-10,19,23.

13. Economic Stewardship versus Capitalist Religion - a Series of Seminar Lectures Institute for Christian Studies, Toronto


1973

14. "Religion and Labour" The Guide Oct pp 6-7


1974

15. "The Dynamic of the Word of God in Economics (1)" The Guide Apr pp 10-14

16. "The Dynamic of the Word of God in Economics(2)" The Guide May pp 8-13

17. "Asking Questions - Making Decisions: An Interview with Bob Goudzwaard and Anthony Cramp" Vanguard Sept/Oct pp 14-17

18. "From Death to Shalom" Vanguard Nov/ Dec pp.


1975

19. "Socioeconomic Life - a Way of Confession" International Reformed Bulletin Winter/Spring 1975

20. "Calling or Consensus?" The Guide March pp. 8-9 pdf

21. "Authority abused" Vanguard Apr pp 8-10

22. "Responsibility in a Changing Society" The Guide Aug/Sept pp 8-10 pdf

23. "Reply by Dr Goudzwaard" The Guide Aug/Sept p 14

24. Aid for the Overdeveloped West, Toronto, Wedge Publication. 90 pp

NOTE This book has 8 chapters with an introduction by Wedge editor Bonnie M Greene.
Chapter One: "The overdevelopment of the west" is a translated adaptation of a Dutch radio talk.

Chapter Two: "Our gods have failed us" is a re-publication of Nos 15 and 16 with a new name. It is reprinted at No.37 below.

Chapter Three: "Socioeconomic life: a way of confession" first appeared as No 19 above and was republished at No. 44 below.

Chapter Four: "The liberation of the business enterprise" republishes No 4 which was an edited collation of Nos 1, 2 and 3. It is partly republished as "What is Corporate Enterprise" at No. 91 below.

Chapter Five: "From economic death to shalom" republishes No. 18.

Chapter Six: "Beyond the happiness of the machine" is a translated adaptation of a talk to a Dutch Christian labour education centre. It republishes "Responsibility in a changing society", No. 22 above.

Chapter Seven: "The re-humanized work community" a slightly revised version of No.14.

Chapter Eight: "Towards a just income distribution" is an edited version of No. 11 written for this volume.


1977

25. "Economics and Christian Faith - an Interview with Bob Goudzwaard by M de Klijn" (trans by T Plantinga from C Boertien Christenen doorgelicht: vraaggesprekken met C. Boertien, R. Boiten, B. Goudzwaard, J. van der Graaf, H. Rookmaaker, K. Runia en H. van Straelen Stichting Interlektuur 1974) Vanguard Jan/Feb pp 6-9; Mar/Apr pp. 13-16

26. "Not By Bread Alone" Election Program 1977-1981 Christen Democratisch Appél, Den Haag (translation of "Niet bij brood alleen" by Perry Recker) 110 pages

1978

27. "Economic Life: a Confession" (1st of 2 parts) The Guide May pp 6-7

28. "Economic Life: a Confession" (2nd of 2 parts) The Guide June pp 8-10

29. "Economic Life: a Confession" in Edward Vander Kloet (ed) A Christian Union in Labour’s Wasteland Toronto, Wedge pp 45-58.

30. "Planning Economic Systems and the Future of our Society" International Reformed Bulletin No 73 pp 18-23

31. with Johan van Baars "Norms for the International Economic Order" (with responses from Johan D van der Vyver, and James Skillen) in Justice in the International Economic Order Proceedings of the Second International Conference of Reformed Institutions for Christian Higher Education Aug 13-19, 1978 Calvin College pp 223-253.
Edited excerpts from Part A: A Normative Approach (pp 223-224 & 229-239) are republished at No. 49 below.


1979

32. "Principles and Political Action" in Christian Political Options Libertas Utrecht, ARP Stichting, pp 64-78 pdf

33. "Scarcity of Time" Vanguard July-Aug p. 19 pdf

34. Capitalism and Progress, a Diagnosis of Western Society trans & edited by Josina van Nuis-Zylstra, Grand Rapids Eerdmans/ Toronto Wedge 270 pp

1980

35. Towards Reformation in Economics, Syllabus distributed by Association for the Advancement of Christian Scholarship, Toronto: ICS. 57 pages.

36. Types of Government Economic Policy Association for the Advancement of Christian Scholarship, Toronto: ICS, 15 pages.

For other copies available see below No. 58.


1981

37. "Our gods have failed us" in William A Harper and Theodore R Malloch eds Where Are We Now? The State of Christian Political Reflection Washington, University Press of America pp 212-226. This is a republication of the chapter by the same name in No 24 (Chapter Two) which republished under a new name articles Nos 15 and 16.


1984

38. Idols of Our Time Foreword Howard Snyder ed Mark Vander Vennen. Intervarsity Press, Downers Grove, 114 pages.


1985

39. "How I wish North American evangelicals would influence US foreign policy in Europe" Transformation 2 (3) (1985) pp. 24-25. [off site]


1986

40. "Christian Social Thought in the Dutch Neo-Calvinist Tradition" in Walter Blok and Irving Hexham eds Religion, Economics and Social Thought: Proceedings of an International Conference Vancouver: Fraser Institute pp 251-65.


1987

41. "Centrally planned economies: strengths, weaknesses and the future" Transformation 4 (3-4) (1987): 54-59.[off site]

42. "Creation management: the economics of earth stewardship" Epiphany Journal , 8 (Fall) pp. 37-45, (Winter) 67-72.


1988

43. with H M de Lange "Review of Ulrich Duchrow Global Economy: a Confessional Issue for the Churches? Geneva WCC 1987 and Charles Elliott Comfortable Compassion? Poverty, Power and the Church London Hodder and Stoughton 1987" in Ecumenical Review 40:2 April pp. 292-294.

44. "Socioeconomic Life: a Way of Confession" in Economics: a Matter of Faith - CCPD Documents: Justice and Development July 1988 No. 11 WCC Geneva, pp 63-71.
This is a republication of Chapter 3 from No. 24 above. It was initially published as No. 19.


1989

45. "World Poverty - A Contribution" in World Poverty, Responsibilities of Churches and Christians, from the Minutes of 40th Meeting of the Central Committee of the World Council of Churches, Moscow 21 July, pp 24-36.

46. "Why poverty grows" One World 150 (Nov) pp 7-9.
This article is an abridged re-publication of "World Poverty - A Contribution" No. 45 above.


1990

47. (contributor to project which devised the) "Oxford Declaration on Christian Faith and Economics" January 4-9 [off-site]

A revised and edited version of Goudzwaard's contribution can be found at No. 85, Economic Growth: Is More Always Better?, published by the University of Wales Press in Donald A Hay and Alan Kreider eds Christianity and the Culture of Economics, Cardiff 2001.

48. "Case Study: The Netherlands" in Rainbows in a Fallen World, IAPCHE, Dordt College Press, Sioux Center pp 238-248.


1991

49. "Christian Politics in a Global Context" in James W Skillen and Rockne M McCarthy eds Political Order and the Plural Structure of Society Scholars Press, Atlanta pp. 335-354. © 1991 Wm B Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Michigan, Reprinted by permission of the publisher, all rights reserved.


1992

50. "Second Christian Social Congress in the Netherlands: 100 Years Later" Public Justice Report February p. 3 [off-site]

51. "Freedom and justice: evangelical responsibilities in politics and the economy" Epworth Review 19 (3) pp 24-31.

52. "Economics and Theology" One World 176 pp 15-17


1993

53."Economic Life: A Confession" in Windows on Business Ethics; a Challenge to Christians Potchefstroom: PUCHE pp. 102-114
Republshes No. 29 (articles Nos. 27 & 28)


1994

54. "Introductory Statement by the Moderator" at Kairos Europa consultation Brussels, European Parliament June 27. [off-site]

55. "Poverty and the Dynamics of Responsibility" Public Justice Report July-August p.2 [off-site]
See also here . This is the published abstract which was available for those attending the conference.


1995

56. with Harry de Lange Beyond Poverty and Affluence: Toward an Economy of Care, foreword by Maurice Strong, translated and edited by Mark Vander Vennen, Eerdmans Grand Rapids/ WCC Geneva (originally published as Genoeg van te Veel, Geneog van to Weinig: Wissels omzetten in de economie 1986 Ten Have, Baarn, 3rd edition 1991).

57. Beyond Poverty and Affluence: Towards a Canadian Economy of Care, foreword by Maurice F Strong, translated and edited by Mark Vander Vennen, University of Toronto Press (originally published as Genoeg van te Veel, Geneog van to Weinig: Wissels omzetten in de economie 1986 Ten Have, Baarn, the Netherlands 3rd edition 1991).

58. "Types of Government Economic Policy" in Confessing Christ In Doing Politics, Essays on Christian Political Thought and Action Orientation IRS Potchefstroom pp 541- 560
This is a reprint of No. 36 above.

59. "Making Sense of Post-Modernity" Contribution to a Seminar of the Evangelical Alliance on Post-Modernity, London.


1996

60. “Who cares? An Outsider’s Contribution to the American Debate on Poverty and Welfare" in: Stanley Carlson Thies & James W Skillen eds, Welfare in America, Christian Perspectives on a Policy in Crisis Eerdmans Grand Rapids pp 49-80
See 55 above. This was the published abstract which was available for those attending the conference. © 1996 Wm B Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Michigan, Reprinted by permission of the publisher, all rights reserved.

61. “Toward a European Economy of Care” in Alastair Hulbert (ed) Towards an Economy of Care and Compassion, Occasional Paper 3 of the Ecumenical Association for Church and Society (EECS) Brussels pp. 5-12.

62. "Do the ends justify the means?" in Christianity and Democracy in South Africa IRS, Potchefstroom pp 179-198 pdf

63. “Globalization" in Metanoia, vol 6, 3 Prague, pp 92-103.
This is subtitled: an analysis presented at WARC consultation on "Reformed Church and Economic Justice" (11-17 May 1996, Geneva). See Nos. 65 and 75 below.

64."An Economy of care - two views" in Compass, A Jesuit Journal Nov 1996 pp 6-10 (with David Olive) [off-site]

65. "Globalization, exclusion, enslavement" in: Reformed World (World Alliance of Reformed Churches) vol. 46, p 99-108. [off-site]

66. "Europe at crossroads, a new challenge for Christian Higher Education" in Christians and Higher Education in Eastern Europe, Proceedings of the 1993 Debrecen Regional Conference of IAPCHE, Sioux Center, Dordt College Press, pp 42-50

67. "Toward an Economy of Caring and Sharing", Lecture for Seminar on Alternative Economics in the Global Market Era, Petra University, Surabaya

68. "Christianity and Economics" Lecture for NICE Shaping the Christian Mind Scholarly Conference Sydney August 1996


1997

69. Preface to New Edition, Capitalism and Progress: A Diagnosis of Western Society in The Classics Library, Carlisle: Paternoster pp. xvii-xix.

70. "Towards a Future of Care" in: Ian Lambert and Suzanne Mitchell eds The Crumbling Walls of Certainty Sydney, Centre for the Study of Australian Christianity pp 40-49

71. "Mission in Western Culture, in Specific Relationship to Economic Life" Leslie Newbigin Seminar, June 4-6 WYSOCS, Leeds, UK

72. "Christianity and Economics" in Signposts of God's Liberating Kingdom: Perspectives for the 21st Century Vol. I IRS Potchefstroom pp 229-240 [off-site]

73. "Taking more than our share" with Stanley Yntema, Todd Wagenmaker, Neal Berghoef, Thomas C Huissen & Tom Bulten Banner Oct pp 16-19.

74. "Economic Justice as a Matter of Confession" Public Justice Report November-December p.2


1998

75. "Spirals of life and death: the future of the global economy" Perspectives: a Journal of Reformed Thought 13 (3) pp 15-18
This was a republication of Nos. 63 and 65 above.

76. “Globalization, Regionalization and Sphere-Sovereignty" Lecture for the Conference Commemorating the Contribution of Abraham Kuyper, Princeton University. © 1998 Wm B Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Michigan, and is made available here with permission of the publisher, all rights reserved.

77. “Faith, Justice and Economics - Vision for a New Millenium" Stanley Stuber Lecture series, Colgate-Rochester Divinity School, April 21, 23.
It is hoped to have an on-line copy of these lectures, as subsequently published in articles of the American Baptist Quarterly available by June 2008.see No. 86 "The Global Market: Enclosure and Exclusion Today" (April 21) and No. 87 "Reclaiming our Future: the Vision of Jubilee" (April 23) below

78. "Faith, the Economy and People Movements in the Era of Globalization: The Role of Churches and Non-Governmental Organizations" Silver Jubilee YBKS (Yayasan Bimbingan Kesajahterann Sosial - Social Welfare Guidance Foundation), Yogjakarta, Indonesia.

79. "Wake Up - Breaking the Hypnosis of our Age" Public Justice Report 4th Quarter, pp. 6-7
This is an excerpt from the 1999 Kuyper Lecture Globalization and the Kingdom of God (see No. 84 below).


2000

80. "Perspectives of Christian Higher Education: the Social Sciences" in Natalia Pecherskaya ed Higher Education in XXIst Century Russian Culture: A Christian Perspective SRPH St Petersburg 2000

81. with André Droogers, "The Global and the Local: Community-based Culture and Economic Justice" in Lambert Zuidervaart & Hendrik Luttikhuizen (eds) The Arts, Community and Cultural Democracy London MacMillan pp 40 – 67.
It is hoped to have an on-line copy of this article available by June 2008.

82. "Globalization, Regionalization and Sphere-Sovereignty" in Luis E Lugo Religion, Pluralism and Public Life: Abraham Kuyper's Legacy for the Twenty-First Century Eerdmans, Grand Rapids pp. 325-341.
See No. 76 above. This is an edited version of the lecture. It is hoped to have an on-line copy of this chapter available by June 2008.


2001

83. with Aad Vlot "We Are People of the Way: an Impression of the Final Session of the Conference" (Cultures and Christianity AD 2000), 21-25 August 2000 in Philosophia Reformata 66 (1) pp 142-152
It is hoped to have an on-line copy of this conference review available by June 2008.

84. Globalization and the Kingdom of God (Kuyper-Lecture 1999) ed James W Skillen, Center for Public Justice/ Baker Books, Washington DC and Grand Rapids.
A summary is found here [off-site]

85. "Economic growth - is more always better?" in Donald Hay & Alan Kreider eds, Christianity and the Culture of Economics Cardiff, University of Wales Press, pp 153-166

86. "The Global Market: Enclosure and Exclusion today" American Baptist Quarterly Volume XX: 2 June pp. 169-178 [off site]

87. "Reclaiming our Future, the Vision of Jubilee", American Baptist Quarterly Volume XX: 2 June pp. 179-90 [offsite]

88. "A Reaction to Mr Novak's contribution" Symposium on Leo XIII and Abraham Kuyper, Calvin College, October.
"A Century of Christian Social Teaching: The Legacy of Leo XIII and Abraham Kuyper" symposium was co-sponsored by Calvin Seminary and the Acton Institute.

Goudzwaard spoke in reply to Novak's paper, "Human Dignity, Personal Liberty: Themes from Abraham Kuyper and Leo XIII". It, with all other conference papers, was published in Markets and Morality at http://www.acton.org/files/mm-v5n1-novak.pdf

Goudzwaard's reply is at. http://www.acton.org/files/mm-v5n1-goudzwaard.pdf
The response of Nicholas Wolterstorff to the same paper is also available http://www.acton.org/files/mm-v5n1-wolterstorff.pdf
as are responses of Craig Gay and others.

89. "Reflections on the Budapest Conference" Ecumenical Review 53:4 October pp 512-517
Found at http://findarticles.com/p/articles/mi_m2065/is_4_53/ai_81223347 . The site contains articles from The Ecumenical Review.


2002

90. "Ethical Dimensions of a Globalising Economy" in Fritz Erich Anhelm (Hg) Gerechtigkeit – oder die Frage nach gerechten Beziehungen, Die Okumenische Bewegung im Prozess der Globalisierung Tagung zu Ehren Philip Potters, (Justice as Right Relationships: the Ecumenical Movement in the Process of Globalization: Conference in Honour of Philip Potter, 2nd Sept, 2001) Evangelische Akademie Loccum, 53/01, pp 49-61.

91. "What is Corporate Enterprise" Public Justice Report 2nd Quarter p. 11
This is the second of a PJR series on business. It is an edited excerpt from No. 24, Chapter 4 "The Liberation of the Business Enterprise" pp. 44, 45, 41, 46, 47.

92. with Julio de Santa Ana, "Globalization and Modernity" in Ninan Koshy ed. Globalization: the Imperial Thrust of Modernity, Vikas Adhyayan Kendra, Mumbai India, pp 1–33.

93. "And now the North" Semper Reformanda Update 10/2 June [off-site]
This brief report of the response of the Dutch Minister for Development Co-operation to the Jubilee 2000 campaign refers to a "Message to Churches in the North" http://www.warc.ch/pc/bangkok/01.html which is also reproduced in No. 94 below pp. 23-25.


2003

94. with Leo Andringa as Contributing Editors, "Globalization and Christian Hope: Economy in the Service of Life" published in anticipation of the Ecumenical Conference of Western European Churches in Soesterberg, The Netherlands. Trans Mark Vander Vennen, 41 pp Public Justice Resource Centre, Toronto. February 2003. [off site]

95. "Freedom, Control and International Justice" in "American Strategy, Iraq, and the United Nations - Readers Respond" Public Justice Report [off-site]

96. "The Churches Witness in Today’s World" in Our International Task Today 50th Anniversary of the John Knox Center, John Knox Series nr 15, Geneva, pp 7–17
An edited version of this lecture is here

97. "Enrichment , Impoverishment and the Power of Exclusion" Contribution to the CLAI Consultation, April-May 1, 2003 Buenos Aires

98. "Sketch of Structural Violence in the Modern Globalizing Economy", Seminar on Global Violence, Wuppertal, Germany June 2003

99. "Christians in Resistance to the Neoliberal Culture of War" paper for Second International Consultation of the Christian Peace Conference, Zürich

100. "Seven Building Stones" (Closing remarks from the Chair) International Monetary Fund and World Bank consultation with World Council of Churches, Washington 11-12 September.


2004

101."A Journey for Life - from Kitwe to Debrecen"

102."New Horizons for Economic Reflection", Contribution to the Focolare Conference on the Economy of Community, September 10-14, Rome.
Also available here. [off-site]

103. "Two Reflections on Bible and Economy", Geneva.


2005

104. Awakening Hope" an interview Fiji Daily Post October 27,28,30 also posted at Sight Magazine [off-site]


2006

105. with Julio de Santa Ana, "Stating the Problem" and "The Modern Roots of Economic Globalization" in Julio de Santa Ana et.al, Beyond Idealism, A Way Ahead for Ecumenical Social Ethics, Grand Rapids, Eerdmans pp 3-16 & 91-125.

106. "What Kind of Christianity in Present-Day Europe?" Presentation to International Workshop Christian Politics in Europe: An Uneasy Relationship? organised by Universitair Centrum Sint Ignatius, Antwerp April 27-28.

107. "Globalisation , Economic Theory and the Role of Modernity", lecture on the occasion of the 40th anniversary celebrations, Faculty of Economics, Universidad Veracruzana, Mexico

108. "The Global Economy and Climate Change" December 1, WYSOCS, Leeds UK.

2007

109. with Mark Vander Vennen, and David Van Heemst Hope in Troubled Times: A New Vision for Confronting Global Crises Foreword by Bishop Desmond Tutu. Grand Rapids, Baker.
Excerpt [off-site]

110. "Is There Any Reason to Hope? Introducing a New Book" Public Justice Report 3rd Quarter 30.3 [off-site]
This article features excerpts from No. 109.

111. "The Gospel and Global Climate Change" (with Mark Vander Vennen) Hope in Troubled Times Worldview Conference, ICS, Toronto District Christian High School, Oct 13th

112. "Globalization, Climate Change, and the Modern World-and-Life-View" Lamblight Lectures of the Geneva Society, Trinity Western University, 23rd October, Langley BC.

2008

113. "Economic theory and the normative aspects of reality" (Translation of 1961 'De economische theorie en de normative aspected der werklijkheid in Perspectief (Kampden: J H Kok))

114. "Market, money, capital" with Rob van Drimmelen (this was a joint research paper produced for a WCC project convened to reassess socila ethics 1999-2001)


Books

Hope in Troubled Times: A New Vision for Confronting Global Crises

Click here for contents, foreword and chapter 1 [pdf]

Author: Bob Goudzwaard, Mark Vander Vennen, and David Van Heemst
Foreword: Desmond Tutu
Edition: Paperback
Price: 19.99
Dimensions: 6 x 9
Number of Pages: 256
Publication Date: May 07

Description: We want to have it all: financial strength, secure homes, clean air and water for our children. With the latest technological advances available, we deserve to have every dilemma resolved. Isn't that the way it's supposed to work? Hope in Troubled Times dares to say "no."

Poverty, terrorism, and overtaxed land are planetary problems that make even believers despair. But the authors point to Christ as the source of hope. Our choice is obvious. We work together, learning to live unselfishly, or we watch civilization sink further into the abyss. With a foreword by renowned human rights activist Archbishop Desmond Tutu, Hope in Troubled Times provides real-world solutions to life-threatening problems. The authors show that with God's guidance we can knock down the idols that stunt clear thinking.

More details are available here.

Endorsements: "At a time when so many in our fragile, fractured, and violent world so understandably succumb to despair, rage, indifference, or escapism, this unsettling book issues an audacious manifesto of hope. Fired by a stirring biblical vision of shalom, the authors deploy their ample social science expertise to diagnose the idolatrous obsessions driving our global social, economic, and political crises and blocking their resolution. And they invite all of us--people of faith as well as those who open the book supposing they have none--to take the healing steps that already lie at hand. This book certainly afflicts the comfortable, but only so that the afflicted may indeed be comforted."--Jonathan Chaplin, director of the Kirby Laing Institute for Christian Ethics, Tyndale House, Cambridge

"These authors are spot on. Their words should be read widely!"--The Most Reverend Njongonkulu W. H. Ndungane, Anglican Archbishop, Cape Town, South Africa

"The real struggle of our time is the choice between cynicism and hope. Hope in Troubled Times argues persuasively that the power and possibility of biblical hope offers a resolution to the problems of combating terrorism, global poverty, and environmental degradation. Its analysis and engaging narrative challenge us to find new solutions grounded in that hope rather than in the idolatrous ideologies of our times."--Jim Wallis, author, God's Politics; editor, Sojourners

"The authors bear no trace of rancor toward Islam and Muslims, only understanding and empathy. The book draws a line between Islam--the religion of peace--and the terrorists who have hijacked Islam. In a desperate post-9/11 world, it searches for answers by analyzing the actions and the psyche of the two warring sides, echoing the views of both."--Javed Akbar, director of outreach, Pickering Islamic Centre, Ontario

"Hope in Troubled Times pulls off the difficult feat of communicating, in a gracious and nonjudgmental way, the dire straits in which our society finds itself today. Others have used the concept of idolatry as a category of social critique; no one has ever used it with such biblically-informed power and specificity. The analysis is sobering; no punches are pulled. But the ultimate context is hope, not despair. It's a remarkable achievement."--Nicholas Wolterstorff, Noah Porter Professor Emeritus of Philosophical Theology, Yale Divinity School

"This truly is a book of hope--one that combines vision with expert analysis of the major threats to humanity. It should be read by all who care for our future."--Edy Korthals Altes, former ambassador of the Netherlands; honorary president, World Conference of Religions for Peace

"We have needed what this book provides--a balanced, intelligent, and biblically sound interpretation of the current events we read about in our newspapers. The authors also give us cogent Christian alternatives to political policies that are having disastrous consequences for millions of oppressed people in our global village."--Tony Campolo, professor emeritus, Eastern University

"If one form of insanity is doing the same things over and over while expecting different results, our world has gone hopelessly mad. More development, more progress, more sound economics, and more political will has not and cannot transform spiraling violence, terminal poverty, ballooning wealth, indifferent market forces, and technologies and systems with wills of their own. Bob Goudzwaard, Mark Vander Vennen, and David Van Heemst see all this with 'epiphany eyes.' Their account of reality and the concrete hope they see is an awakening for those of us too long and too comfortable in the asylum we call the status quo."--Peter Vander Meulen, co-chair, Micah Challenge USA; coordinator, Office of Social Justice and Hunger Action of the Christian Reformed Church in North America

"Hope in Troubled Times is masterfully done. In a society that increasingly replaces a sense of the sacred with the deadly lure of materialism and violence, our communities need desperately to hear the message of this book: that there are genuine, life-affirming alternatives to the destructive path we are now on."--John M. Perkins, president, John M. Perkins Foundation for Reconciliation and Development

"Hope in Troubled Times is a must read for our bewildering era, when accepted political and economic solutions no longer work. In naming ideology as the real culprit, the authors provide a deeper and more compelling analysis than Samuel Huntington does in his Clash of Civilizations. Ideology points beyond paradigms and civilizations to the no-alternative absolutes that threaten humanity's very existence today."--William F. Ryan, SJ, founding director, Center of Concern, Washington, DC; former General Secretary of the Canadian Conference of Catholic Bishops

"A profound analysis of root causes of--and root solutions to--the problems that plague the modern world. A provocative compass for taking us, step by small step, out of the woods. This book offers powerful understanding to thinkers and doers alike."--Armine Yalnizyan, research associate, Canadian Centre for Policy Alternatives

"Hope in Troubled Times analyzes the profound seriousness of the planet's present crises and the pathetic inadequacies of the ideologies we have to address the situation. It concludes with an appeal for a complete change in values and behaviors. This compelling volume is a moving piece of writing that deserves the attention of every person who cares about the world they are leaving their children and grandchildren."--Walter Pitman, OC, former member of Parliament, Canada; past president, Ryerson University

"I agree with this book's learned analysis of the devastating effects on humanity and its natural environment produced by the globalization of the unregulated market, the political aspirations of American empire, and the ethical void mediated by the dominant culture, even if my own philosophical and theological categories are somewhat different. In the grave present situation, this book offers hope in the name of Jesus Christ, who has embraced the entire human family and summons people to testify to his truth in counter-movements stemming the tide of the dominant current."--Gregory Baum, professor emeritus, McGill University

"This is actually the book everybody should read, so that the West can stop and take stock before calamities come."--Elaine Storkey, senior fellow, Wycliffe Hall; Alan Storkey, author of Jesus and Politics

"Hope in Troubled Times appears to expose a deep pit of despair before it arrives at a glimmer of hope. But Goudzwaard and his colleagues are not offering cheap hope. They hear the genuine cries of despair from the billions who are caught in violence, poverty, and hopelessness. They see the dead ends we are running into in our blind scramble for economic and technological progress. Their analysis of the global situation aims to go to the depth of real problems. Only by facing up to reality--to our own idolatries and degradations--is it possible to find a way of life that builds hope and leads to hopeful building. The book is as profound as it is illuminating."--James W. Skillen, president, Center for Public Justice, Washington, DC

"If you are looking for intelligent voices speaking from a deeply rooted and thoughtful Christian perspective--voices that provide a fresh and constructive alternative to the Religious Right--here they are. They awakened hope in me, but only after awakening a profound sense of alarm. Here is perceptive social diagnosis and wise prescription, thoroughly researched and broadly accessible."--Brian McLaren, author, lecturer, activist (anewkindofchristian.com)

"Without an in-depth struggle with the realities that render us paralyzed, numbed out, and fated, hope is mere sentimentality--a cheap wishfulness. Hope in Troubled Times grasps the nature of our troubles and the complex interrelatedness of the issues with a stunning and sometimes devastating clarity. . . . In the tradition of the Hebrew prophets, Goudzwaard, Vander Vennen, and Van Heemst deconstruct the ideologically loaded idolatries that plague us. And then, in a move of breathtaking audacity, they propose that paths of justice, love, and truth can be unshackled from their idolatrous chains and embraced as principles and directives embedded in nothing less than the very landscape of reality itself."--Brian J. Walsh, campus minister, University of Toronto; coauthor of Colossians Remixed: Subverting the Empire

"Hope in Troubled Times provides the kind of hope that can only come from seeing the darkness more clearly. It is a hope energized by the intellectual excitement of original insights into the nature of the ideologies and idols that hold us captive, and the possibilities for setting the captives free."--The Honourable Bill Blaikie, MP, Deputy Speaker, Dean of the House of Commons, Canada

Fonte: http://www.allofliferedeemed.co.uk/goudzwaard.htm

GLOBALIZAÇÃO E ÉTICA

por José Maria Rodriguez Ramos - Presidente do Conselho Editorial do CIEEP

O tema crucial do processo de integração mundial são os valores que presidem o relacionamento internacional neste início de século e de milênio. O atentado ao World Trade Center surpreendeu o mundo. Após a fase inicial de estupor e revolta diante da tragédia, o desastre começou a ser esclarecido. Ao compasso das investigações sobre a ação terrorista, surgiram tentativas de explicação e a ética nas relações internacionais tornou-se o tema do momento.

Inicialmente ganhou força a tese do “choque das civilizações” enunciada por Samuel Huntington em 1997. O futuro das relações internacionais estaria associado ao fator cultural. As culturas que impregnam as diversas civilizações entrariam em conflito em uma conjuntura de integração mundial. A globalização, de acordo com Huntington, contribuiu para esse cenário e tem a sua parte de responsabilidade: “a globalização incentiva e permite que gente como Bin Laden trame seus ataques ao centro de Manhattan, enquanto está em uma gruta do Afeganistão pobre”. (O Estado de S.Paulo, 28/10/2001, pág. A23). O ataque terrorista, na opinião de Huntington, restituiu ao Ocidente sua identidade comum.

A interpretação dos ataques aos Estados Unidos levantou a questão de saber quais são os valores que presidem às diversas civilizações como elementos subjacentes à explicação dos acontecimentos e da história. É preciso esclarecer, entretanto, que o responsável pela tragédia não foi o mundo islâmico, mas apenas um grupo radical que não representa adequadamente o Islã. Como apontou Henry Kissinger, “a América e seus aliados precisam tomar cuidado para não apresentar esta nova política como choque de civilizações entre o Ocidente e o Islã. A batalha é contra uma minoria radical que macula os aspectos humanos manifestados pelo islamismo em seus períodos grandiosos” (Folha de S.Paulo, 20/11/2001, Especial, pág.6).

O episódio das Torres Gêmeas, entretanto, alertou o mundo quanto à importância dos valores que presidem as culturas e civilizações. Ou seja, a ética nas comunicações, na economia, na política e na cultura é o elemento-chave para o futuro do mundo. Este é o fator fundamental que deve ser analisado na globalização.

Antes de avançar nesse estudo é necessário indagar: há uma única ética correta, aplicável a uma determinada situação, ou a ética é passível de interpretação diversa em função de fatores circunstanciais? Mais: há valores universais, que se aplicam a todos os povos de todos os tempos, ou os valores éticos são relativos?

O mundo presente vive mergulhado no relativismo ético. Sob a égide do relativismo, a ética torna-se subjetiva, sendo impossível chegar a qualquer conclusão objetiva e permanente. Esse é o grande dilema e limitação do mundo moderno: a ética esqueceu as suas origens como estudo filosófico, na Grécia clássica, sob a poderosa luz da inteligência de Sócrates.

Ética Da Convicção X Ética Da Responsabilidade

Nas relações internacionais, por exemplo, o dualismo ético foi formulado por Max Weber ao distinguir entre uma ética da convicção e uma ética da responsabilidade: “toda a atividade orientada segundo a ética pode ser subordinada a duas máximas inteiramente diversas e irredutivelmente opostas. Pode orientar-se segundo a ética da responsabilidade ou segundo a ética da convicção” (Weber, 1968, pág. 113). O partidário da ética da convicção deve velar pela doutrina pura. Seus atos “visam apenas àquele fim: estimular perpetuamente a chama da própria convicção” (idem, pág. 114). A ética da responsabilidade, por sua vez, tem como guia as previsíveis conseqüências dos atos: “o partidário da ética da responsabilidade, ao contrário, contará com as fraquezas comuns do homem <...> e entenderá que não pode lançar a ombros alheios as conseqüências previsíveis da sua própria ação” (idem, págs. 113-114).

Sob este ponto de vista, Weber afirma que os meios podem justificar os fins: “para alcançar fins «bons», vemo-nos, com freqüência, compelidos a recorrer, por um lado, a meios desonestos ou, pelo menos, perigosos, e compelidos, por outro, a contar com a possibilidade e mesmo a eventualidade de conseqüências desagradáveis” (idem, págs.114). A diferença entre essas duas éticas, tal como as resume Dahrendorf, consiste em que “a primeira abraça valores absolutos; é a moralidade dos santos. A segunda reconhece a complexidade das relações meios-fins; é a ética dos políticos” (1997, pág. 86).

É possível conviver com as duas éticas? Tanto para Weber quanto para muitos políticos e teóricos das relações internacionais, sim. Para Dahrendorf, não; e explica: “a insistência na qualidade absoluta de determinados valores fundamentais foi, creio eu, a razão de ser da tese que apresentei em Homo Sociologicus. Nunca confie na autoridade, pois é possível usá-la de forma horrivelmente abusiva. É certo que há condições – e as vimos prevalecer em tantos países, durante este século – nas quais a «ética da convicção» é a única moralidade válida” (1997, pág. 87).

É somente a partir de uma ética da convicção que a análise dos valores nas relações internacionais e, portanto, na presente conjuntura de globalização que atravessa o mundo, pode ser frutífera. É precisamente a ética que presidiu o pensamento de Sócrates, Platão e Aristóteles, na Grécia clássica.

Ética E Virtudes

A partir do momento em que há um reconhecimento de que a ética não é relativa, é possível analisar quais os valores que devem estar presentes nos diversos aspectos da globalização. Estudar os valores presentes na globalização é analisar as motivações humanas. Muitas respostas foram dadas a esta questão, porém a proposta de Aristóteles na sua obra Ética a Nicômaco permanece atual e importante. Para Aristóteles, as pessoas atuam procurando um bem, sendo que o bem mais importante é a felicidade.

É possível estabelecer uma ponte entre os valores da globalização e a obra de Aristóteles. Reconhecendo que há diversas opiniões sobre a felicidade, Aristóteles afirma que alguns colocam a felicidade no prazer, ou na riqueza, ou em outras coisas. A maioria das pessoas coloca a felicidade na riqueza e no prazer; porém, de acordo com o filósofo, nesse objetivo não reside a felicidade. Espíritos mais refinados põem a felicidade na glória, porém também não é nas honras que reside a felicidade. A felicidade se encontra na virtude. É na virtude que reside o fim do homem.

Para quem coloca a felicidade na riqueza, a globalização econômica pode ser uma fonte de oportunidades. Para Aristóteles, a riqueza é um bem exterior necessário como um meio, pois é impossível fazer o bem quando faltam recursos; porém, não deixa de ser um meio e não um fim da vida humana.

A glória da vida pública está associada ao poder político. Também não é este o fim da vida humana, de acordo com Aristóteles. A virtude é o verdadeiro fim do homem. É por essa razão que Aristóteles dedica a sua ética ao estudo da virtude: como definir e alcançar as virtudes, como meio para uma vida feliz. No processo de globalização, os fatores econômicos e políticos são importantes como meios para que as pessoas possam praticar as virtudes. A virtude que sobressai nesse processo é a justiça. E a esta virtude é que o filósofo grego dedica o livro V da sua obra.

A justiça deveria presidir a evolução da globalização como um valor universalmente presente no processo. O reconhecimento do valor universal da justiça como virtude para todos e a ser praticada por todos seria um bom começo para o futuro dos âmbitos econômico e político. Entretanto, a prática da justiça pura e simples não eliminaria o fosso existente entre países nem superaria as limitações e dificuldades econômicas de países ou pessoas que carecem dos mínimos meios para a própria subsistência. É nesse ponto que surge um novo valor, não econômico, para amenizar e corrigir as distorções ou assimetrias promovidas pela globalização: a solidariedade.

A solidariedade não se impõe. É um valor humano que vem de dentro. Somente a solidariedade pode ajudar a mudar o que a simples justiça não pode alterar. Nas últimas décadas, pari passu com a globalização, tem aumentado o número de organizações de voluntários, ONGs, instituições religiosas e entidades diversas que têm contribuído para sarar as feridas abertas da desigualdade. Ainda assim, um sexto da população mundial vive em países muito pobres. Há muito a ser feito e somente a partir dos valores é possível corrigir aquilo que a política e a economia, no novo mundo a caminho de uma maior integração, não conseguem solucionar de um modo satisfatório.

São, portanto, os valores presentes nas civilizações os verdadeiros responsáveis pelo destino do futuro mundial nas próximas décadas e séculos. Se a justiça e a solidariedade prevalecerem sobre a riqueza e o poder, ainda há esperança para o nosso futuro comum.

Referências Biográficas

ARISTÓTELES. Ética Nicomaquea. Madri: Gredos, 1998.

DAREHNDORF, Ralf\. Após 1989. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

HUNTINGTON, S. O Choque das Civilizações e a Composição da Ordem Mundial. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.

HUNTINGTON, S. Entrevista a Nathan Gardels (Global Viewpoint), Reproduzida em O Estado de São Paulo, 28/10/2002, p. A23.

KISSINGER, H. “Ataque terrorista exige reposta nova”. Folha de S. Paulo, 20/9/2001 -Especial, p. 6.

WEBER, M. Ciência e Política. São Paulo: Cultrix, 1968.

Fonte: http://www.acton.org/por/globalizao_e_tica.php

CENTRO INTERDISCIPLINAR DE ÉTICA E ECONOMIA PERSONALISTA

na Wikipédia

O Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista (CIEEP) é uma organização não governamental sem fins lucrativos, fundada em 1 de julho de 2002, no Rio de Janeiro, por intelectuais de diferentes áreas do conhecimento e oriundos de diversas partes do Brasil. Visa desenvolver um diálogo com os vários campos do conhecimento, além de introduzir a noção de economia personalista, acreditando no surgimento de um mundo mais humano, economicamente mais próspero e socialmente mais justo para as novas gerações.

1 Forma de atuação
2 Diretoria Executiva do CIEEP

Forma de atuação

Na consecução de seus objetivos, a interdisciplinariedade é fundamental, pois permite ao ser humano encontrar possibilidades que vão além de si mesmo e das aparentes circunstâncias do meio ambiente, via conhecimento legado pela filosofia, teologia, psicologia, literatura, música, artes plásticas, antropologia, história, sociologia, ciência política, direito e economia, dentre outros campos do saber.

O CIEEP pretende participar de forma prática e concreta da construção de um país democrático, próspero e justo, constituído de cidadãos livres, responsáveis e virtuosos. Para isso busca estabelecer parcerias de sucesso nos meios empresarial, cultural, acadêmico e religioso na realização de eventos, publicações e políticas públicas que tenham como fim último a valorização da dignidade de cada pessoa humana e a busca da verdade.

Diretoria Executiva do CIEEP

Ubiratan Iorio, Presidente Executivo
Alex Catharino, Vice-Presidente Executivo & CEO
Márcia Xavier de Brito, Vice-Presidente de Relações Institucionais & COO
Nelson A. F. de Sousa, Vice-Presidente Financeiro e CFO
Claudio Téllez, Vice-Presidente de Formação e Projetos
Rodrigo Arantes, Vice-Presidente de Responsabilidade Social e Políticas Públicas
Christian Lynch, Vice-Presidente de Programas Acadêmicos
Norma Braga, Vice-Presidente de Programas Culturais
Márcio Coimbra, Vice-Presidente de Programas Internacionais

A ECONOMIA DO MUNDO REAL

por Ubiratan Iorio, Presidente Executivo do CIEEP

Em inglês, há duas palavras, ambas traduzidas para o português como “economia”: economics, que designa a Teoria Econômica e economy, que se refere à economia do mundo real. O que a maioria dos economistas parece ignorar é que o principal papel da teoria é tentar explicar e entender da melhor forma possível a realidade.

Em notável artigo escrito nos anos 40, The Use of Knowledge in Society, o Prof. Hayek examinou exaustivamente que tipo de conhecimento é adequado para ser utilizado como referencial teórico para as ciências sociais, em geral, e para a economia, em particular. Naquele trabalho, o notável economista austríaco faz notar, com a acuidade que lhe era peculiar, que o conhecimento que os agentes econômicos e sociais possuem apresenta duas características: a primeira é que ele é sempre incompleto e insuficiente, para que possam tomar decisões com absoluta certeza e a segunda é que ele se encontra disperso, isto é, desigualmente distribuído, cada agente detendo uma fração particular do total de conhecimento diferente das frações possuídas pelos demais. Ora, como a economia do mundo real (economy) é um processo de escolhas, em que cada agente toma decisões julgando, a priori, que estas serão as melhores no sentido de aumentar a sua satisfação, e como essas escolhas – que os economistas austríacos chamam simplesmente de “ação” – se dão ao longo do tempo bergsoniano, que nada mais é do que um suceder permanente de novas experiências, segue que as decisões tomadas no mundo da economia sempre se caracterizam pela existência de uma incerteza dita “genuína”, ou seja, não sujeita à teoria bayesiana das probabilidades, em que se constroem distribuições associando cada um dos eventos possíveis a números.

Outra característica da economia do mundo real ressaltada por Hayek – e que muitos economistas deixam de considerar – é que há dois tipos de conhecimento, o científico (digamos, o dos formuladores das políticas públicas) e o prático, por ele denominado de “conhecimento das circunstâncias de tempo e lugar”. Por exemplo, um professor de Economia, como o autor deste artigo, possui um estoque teórico de conhecimentos que tenta aplicar para analisar os fenômenos do mundo real, mas que é necessariamente diferente do estoque de conhecimentos de seu amigo Antonio Paura, um jornaleiro que, já de madrugada, sabe perfeitamente como encadernar os jornais e arrumar as revistas em sua banca.

Qual a importância disto? Bem, se me colocarem, às quatro horas da manhã, para encadernar jornais, eu não saberei nem como começar, mesmo descontando o efeito do sono; da mesma forma, se colocarem o paesano Antonio para dar uma aula de Economia Monetária, sucederá com ele o mesmo, embora, sendo um homem inteligente e com a experiência de vida que acumulou, poderá dar palpites muito menos escabrosos do que os de alguns economistas e articulistas. Se o conhecimento detido pelos cientistas ou planejadores fosse o mesmo que o dos homens práticos, o planejamento econômico centralizado e as políticas públicas poderiam conduzir a resultados desejados pelos formuladores das políticas, mas, como apenas uma parcela pequena do conhecimento de ambos forma uma interseção (por exemplo, tanto eu como o Paura sabemos que as notícias sobre o nosso Fluminense estão no caderno de esportes do jornal), todo e qualquer planejamento centralizado está fadado ao fracasso. Na antiga União Soviética, por exemplo, era comum faltarem sapatos de um determinado número durante meses, porque os planejadores que determinavam quantos pares de cada tamanho seriam produzidos eram inteiramente alheios ao mercado de sapatos. Nós, economistas, precisamos dar mais atenção à economia do mundo real, que é a que importa, e usar a Teoria Econômica apenas para que todos possam entendê-lo melhor.

Fonte: http://www.acton.org/por/a_economia_do_mundo_real.php

domingo, 12 de julho de 2009

COMBATE A FOME

Países ricos querem acabar com a fome investindo US$ 15 bilhões


Os países reunidos na cúpula do G8 vão se comprometer a investir pelo menos 15 bilhões de dólares em três anos para combater a fome e garantir a segurança alimentar no mundo.

A informação está no esboço do documento final da cúpula sobre segurança alimentar, ao qual as agências de notícias tiveram acesso. A cúpula dos sete países mais ricos mais a Rússia, na cidade italiana de L'Aquila, termina nesta sexta-feira (10).

Nele, explica-se que os governos vão investir essa quantia em uma "estratégia coordenada e integral, centrada no desenvolvimento sustentável da agricultura".

"Seguimos profundamente preocupados com a segurança alimentar mundial, o impacto da crise financeira e econômica e a alta dos preços dos alimentos no ano passado, que afeta os países menos capazes de enfrentar o agravamento da fome e da pobreza", dizem os líderes no documento.

"Ainda que os preços dos alimentos básitos tenham baixado em relação aos seus níveis recordes de 2008, ele seguem em níveis historicamente elevados e instáveis."

O compromisso com a segurança alimentar, promovido pelo presidente dos EUA, Barack Obama, tem ênfases em práticas "sustentáveis" e frisa a importância de estimular o setor privado nos países que recebem ajuda.


Data: 10/7/2009
Fonte: Globo

Lei seca gerou economia de 23,5 bilhões de reais em internações

Cerca de 23,5 bilhões de reais. Esta foi a economia com a queda no número de internações no Sistema Único de Saúde (SUS) por vítimas de acidentes de trânsito no segundo semestre do ano passado. O número foi divulgado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante audiência pública promovida pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (9). Um dos convidados da comissão para debater os resultados da chamada lei seca, em vigor desde junho de 2008, o ministro da Saúde destacou ainda a redução no número de mortes nos acidentes, de 22,5%. Além disso, José Gomes Temporão ressaltou a importância da lei seca como fator de educação e conscientização da sociedade, que hoje já não tem o hábito de beber e dirigir como acontecia antes da lei.

"Essa lei veio para ficar e ela é com certeza um passo fundamental na ruptura com um passado de impotência, de dor, de sofrimento de milhares de famílias que perdiam seus entes por conta dessa associação absurda entre bebida e direção."

O ministro da Saúde reforçou ainda a necessidade de maior rigor nas regras para a publicidade de bebidas alcoólicas no País. Representantes da Polícia Rodoviária Federal, Departamento Nacional de Trânsito e dos ministérios da Justiça da Justiça e das Cidades também participaram do debate.

Data: 10/7/2009 10:29:51
Fonte: Agência do Rádio

terça-feira, 9 de junho de 2009

Emprego na indústria brasileira cai pelo 7º mês consecutivo

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada nesta segunda-feira (08) pelo IBGE, o emprego industrial no Brasil caiu 0,7% de março para abril (série com ajuste sazonal), marcando o 7º decréscimo consecutivo do indicador.

Além disso, na relação entre abril de 2009 e abril de 2008, o emprego industrial caiu 5,6%, a maior queda desde o início da série histórica. Na comparação entre o total acumulado de janeiro a abril de 2009 com o mesmo período de 2008, o emprego na indústria brasileira recuou 4,4%.

A pesquisa também mostrou que a folha de pagamento real do trabalhador industrial no país caiu 0,2% de março para abril (série com ajuste sazonal). Na comparação entre abril de 2009 e abril de 2008, houve queda de 1,8% e o total acumulado no ano de 2009até abril sofreu um recuo de 0,5% em relação à igual período de 2008.

Fonte: Macro Visão - Ciesp- 08.06.09

Emprego na indústria brasileira cai pelo 7º mês consecutivo

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada nesta segunda-feira (08) pelo IBGE, o emprego industrial no Brasil caiu 0,7% de março para abril (série com ajuste sazonal), marcando o 7º decréscimo consecutivo do indicador.

Além disso, na relação entre abril de 2009 e abril de 2008, o emprego industrial caiu 5,6%, a maior queda desde o início da série histórica. Na comparação entre o total acumulado de janeiro a abril de 2009 com o mesmo período de 2008, o emprego na indústria brasileira recuou 4,4%.

A pesquisa também mostrou que a folha de pagamento real do trabalhador industrial no país caiu 0,2% de março para abril (série com ajuste sazonal). Na comparação entre abril de 2009 e abril de 2008, houve queda de 1,8% e o total acumulado no ano de 2009até abril sofreu um recuo de 0,5% em relação à igual período de 2008.

Fonte: Macro Visão - Ciesp- 08.06.09

quarta-feira, 27 de maio de 2009

TRABALHO E DOMÍNIO por Rousas John Rushdoony

É um erro sério, mas comum considerar que o trabalho é um aspecto da maldição. A justificação para essa crença é procurada em Gênesis 3.17-19. Contudo, fica claro nessa passagem que é Adão quem está debaixo da maldição, juntamente com Eva. Porque ambos estão debaixo da maldição de Deus por desobediência, cada aspecto de sua vida reflete essa maldição. Dessa forma, as duas grandes alegrias de Eva deveriam ser, como para todas as mulheres, primeiro, seu deleite na proteção, cuidado e senhorio do seu marido, e, segundo, os filhos. Mas essas duas tornaram-se uma fonte de tristeza e perturbação pelo fato do pecado. Adão foi similarmente amaldiçoado; o trabalho e o domínio era o seu chamado, alegria e privilégio. Agora isso tornou-se repleto de frustração e desapontamento. Dessa forma, foram o labor ou chamado do homem e mulher que, por causa do pecado, os frustrou. Esse trabalho e serviço que deveria ser a alegria e privilégio deles, tornou-se em vez disso um desapontamento e tristeza para eles.

O trabalho era central para a criação e natureza do homem. “E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar “(Gn 2.15). A versão Berkeley traduz essa tarefa como “… o cultivar e cuidar” e Moffatt como “… o arar e guardar”. Essa tarefa está inescapavelmente vinculada ao mandato da criação para sujeitar a terra e exercer domínio sobre ela (Gn 1.16, 28). O propósito da criação é estabelecer o homem em seu domínio sob Deus.

O trabalho do homem tem vários aspectos. Primeiro, lavrar a terra é um aspecto do chamado do homem; isso significa sujeitar e desenvolver a terra e trazê-la sob o domínio e serviço do homem. Isso tem implicações amplas. Inclui todo labor manual, agricultura e ciência. O homem exerce seu domínio sobre o mundo sob Deus. Assim como o homem não pode tirar a vida à parte da lei de Deus, visto que Deus somente é o Senhor da vida, assim o homem não pode usar a terra à parte da lei de Deus. Ele deve ser um despenseiro fiel, não um ladrão ou assassino.

Segundo, em Gênesis 2.19 Adão tem um chamado para nomear ou chamar os animais, isto é, entender e classificar a criação ao redor dele. Essa é claramente uma tarefa científica, pelo fato de requerer um entendimento da natureza e classificação das coisas. É uma tarefa religiosa também, visto que o homem deve ver sua relação com a criação animal, seu lugar dado por Deus, e a diferença entre o homem e os animais. Os animais devem ser vistos em relação ao homem, e em relação a Deus e os seus propósitos.

Terceiro, o homem recebeu sua ajudadora apenas após ter sido provado em seu trabalho. Dessa forma, Adão foi considerado pronto para o casamento, não quando estava fisicamente maduro, mas quando teve uma maturidade testada em termos de seu trabalho. Esse conceito foi refletido nos requerimentos hebraicos e mais tarde judeus que o ofício público estava restrito a homens casados que já tinham sido provados pelo trabalho e então pelo casamento. Isso aparece também no requerimento do Novo Testamento que os presbíteros devem ser homens casados (1Tm 3.1-5; 4.3).

Quarto, como temos visto, o trabalho não foi apenas ordenado antes da queda, mas é o chamado do povo de Deus na criação restaurada (Ap 22.3).

A queda significa que o homem, ao invés de exercer domínio sobre a terra, retorna à terra em frustração e morte e torna-se ele mesmo pó ou terra (Gn 3.19). Tendo buscado ser deus por sua rebelião (Gn 3.5), o homem torna-se novamente pó, retornando à terra que ele deveria ter governado sob Deus.

O trabalho em si mesmo não é necessariamente de qualquer significância; o trabalho pode algumas vezes ser usado para degradar e destruir o homem ao invés de promover o seu domínio. Dostoyevsky descreve o efeito devastador do trabalho sem significado; prisioneiros podem ser desmoralizados e humilhados ao exigir-se que eles façam algumas tarefas fúteis, tais como carregar rochas de um amontado até outro, e então carregá-las de volta. O trabalho sem sentido é, dessa forma, alheio e totalmente diferente ao propósito de labor sob Deus.

O trabalho sem sentido não ganha valor por ser um trabalho bem pago. Quando alguns dos mais bem remunerados escritores soviéticos fugiram para a Inglaterra, eles deixaram uma situação de eminência, prestígio e conforto por uma de relativa obscuridade. A recompensa material não podia compensar uma posição desonesta e sem significado, uma aquiescência forçada a um regime odioso. Não há nenhum sentido de domínio em tal trabalho.

Básico para o verdadeiro trabalho é que ele deve promover o chamado do homem para exercer domínio sob Deus. Um homem deve se sentir mais homem por causa do seu trabalho; mais seguro em seu status como cabeça de uma família, um membro da sociedade, e um homem diante de Deus. O trabalho que é estéril em sua relação com o chamado do homem para exercer domínio reduzirá grandemente o homem à impotência de várias formas.

A separação do trabalho do domínio é catastrófico para o homem e a sociedade. Isso leva à doença espiritual do homem e ao declínio de sua cultura. Pode levar, em algumas culturas, à brutalização do homem. À medida que o homem é degradado por seu pecado e sua sociedade pecadora num escravo do trabalho, cujo trabalho é mais cativeiro do que libertação, o homem responde agravando o seu pecado. A resposta do homem ao homem torna-se uma forma de motivos mútuos para degradar e desonrar a outra pessoa.

Em outras ocasiões, a separação do trabalho do domínio leva a uma paralisia moral e religiosa. O homem se torna uma alma doente, de quem todas as respostas é colorida pelo ódio doente de impotência e seu desejo de destruir. Dessa forma, Sartre, em sua peça Le Diable et le bon Dieu, definiu amor como o “ódio do mesmo inimigo”.[1] Tal homem fala muito de amor e futuro, mas seu amor é ódio, e seu futuro é tentativa de destruir o passado.

A separação de trabalho e domínio é inevitável numa sociedade que nega o Deus trino. Tendo negado o seu Deus, tal sociedade tem seu trabalho amaldiçoado e seu desejo de domínio frustrado. Em vez de domínio, ela busca expressão na destruição; em vez de promover a vida, encontra poder na morte.

O exercício de domínio sob Deus é o desenvolvimento do homem e da terra por meio do trabalho para fortalecer, prosperar e elevar a vida e serviço do homem sob Deus. O verdadeiro trabalho e domínio promove a vida e as potencialidades da vida. Material e espiritualmente, a vida do homem é melhorada.

Sempre que o homem busca domínio fora de Deus e sob a maldição, seu trabalho produz morte e destruição. O homem sob maldição trabalha para destruir outros homens e sociedades, e ele mesmo. Ele trabalha destrutivamente também em seu relacionamento com a terra. Uma era que fala muito sobre ecologia é a maior poluidora da terra, e aqueles mais culpados pela poluição falam em alta voz sobre acabar com a poluição, restringir o crescimento da população e financiar tais esforços.[2] De acordo com Burden, “na cidade de Nova Iorque, por exemplo, a despeito da preocupação evidente de John Lindsay e os cartazes nas ruas, a própria cidade continua a ser o pior ofensor contra suas próprias leis de poluição”.[3]

Dessa forma, o trabalho sem Deus é sem domínio e para a destruição. O trabalho sob Deus estabelece o homem em seu domínio ordenado e fornece energia social construtiva. Não é surpresa que a palavra energia venha da palavra grega ergon, a qual significa trabalho. A palavra para domínio no grego é kratus, força, fortaleza, poder, e vem da raiz kra, aperfeiçoar, completar. Criador é provavelmente uma palavra relacionada. Criar vem do latim creatus, creare, criar, e está relacionada ao armênio serem, produzir.[4] O propósito e significado do domínio é produzir o significado e a potencialidade do homem, sua sociedade, e da terra, e completar ou aperfeiçoar os propósitos da criação ordenados por Deus.

Uma sociedade que busca, embora em vão, eliminar o trabalho criando um mundo livre de trabalho, nem escapa da maldição nem ganha qualquer domínio por seus esforços. Em vez disso, tal atitude intensificará a desintegração do homem, pois, embora o trabalho não seja a salvação do homem, o homem cessa de ser homem se separado do trabalho. Não é surpreendente que os homens geralmente morram uns poucos anos após a aposentadoria, não importa a idade com qual se aposentem. Mesmo homens caídos, não importa quanto se irritem com a maldição que molesta seus esforços e trabalho, ainda se preocupam em realizar sua masculinidade e domínio através do trabalho. Separar homens do trabalho é separá-los do significado e da vida. A vida do homem não é definida pela diversão, mas pelo trabalho e domínio. Quando o homem sente que o seu trabalho é fútil, aí a desintegração do homem se torna manifesta.

O homem, contudo, não pode ser definido por sua função; dessa forma, ele não pode ser definido como um animal trabalhador. O trabalho é a função do homem, mas o próprio homem é uma criatura criada à imagem de Deus e, portanto, bem mais que sua função. Um aspecto central dessa imagem é o domínio. O trabalho é o meio pelo qual o homem manifesta, estabelece e desenvolve seu domínio sob Deus. Uma sociedade livre do trabalho será finalmente uma sociedade livre do homem.

A antiga associação Puritana e cristã de trabalho com a natureza do homem ainda sobrevive na América. Um visitante da Inglaterra descreve com certa irritação “o padrão de cantada inicial” dos homens americanos, quer num bar ou festa, ao encontrar desconhecidas; após as introduções serem feitas e um drinque tomado, a conversação real começa com a pergunta: “E o que você faz?”.[5] Ao responder essa pergunta, a estranha é identificada; o trabalho é visto como uma chave para conhecer uma pessoa e classificá-la. A pergunta revela tanto a saúde remanescente da vida americana bem como uma medida de declínio. Numa era antiga, a pergunta acompanhante teria averiguado no que o homem acreditava, isto é, por sua fé e trabalho, ele seria identificado.



NOTAS:



[1] - Citado por Thomas Molnar: Sartre: Ideologue of Our Time, p. 12. New York: Funk & Wagnalls, 1968,

[2] - Veja James Ridgeway: The Politics of Ecology. New York: E. P. Dutton, 1970.

[3] - Curter Burden, “The Economics of Pollution”, Town and Country, vol. 125, no. 4578, Janeiro, 1971, p. 19.

[4] - W. E. Vine: An Expository Dictionary of New Testament Words, p. 332. Westwood, New Jersey: Fleming H. Revell, 1940, 1966.

[5] - Nancy Hawks, “Those Swinging Singles”, em Norman Hill, editor: Free Sex: A Delusion, p. 69. New York: Popular Library, 1971.

Fonte: Revolt Against Maturity, Rousas John Rushdoony, p. 17-21.
24 de maio de 2009

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto, Publicado em 25 de maio de 2009 – 0:44

quarta-feira, 20 de maio de 2009

SUSPEITA DE DEFLAÇÃO: A QUEDA DOS PREÇOS PREJUDICARÁ A RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA?

No momento em que os computadores e os aparelhos de TV de tela plana ficarem mais baratos, muita gente vai gostar. Mas a deflação real — ou o declínio generalizado dos preços e da renda — não é nada bom. Ela foi um dos horrores da Grande Depressão.

O termo vem aparecendo na mídia nesta primavera, à medida que os economistas vislumbram tendências deflacionárias nos EUA, em grande parte da Europa e em algumas regiões da Ásia. Será que vem deflação por aí? Se vier, será coisa séria? Os especialistas estão longe de um consenso em relação à primeira questão. Alguns dizem que a deflação poderá ser generalizada, enquanto outros insistem que a retomada da economia e os esforços do governo para estimular o meio econômico tornam a ocorrência de deflação menos provável.

Entre os que acreditam que já estamos em deflação, ou que estaremos em breve, poucos acreditam que se trate de um evento grave. Muitos admitem que suas previsões podem estar equivocadas, chamando a atenção para as enormes incertezas que caracterizam o cenário econômico atual. Outros se dizem menos preocupados com a deflação e mais com o seu oposto: um possível surto inflacionário. “Acho que vamos conseguir evitar a deflação”, diz Jeremy J. Siegel, professor de finanças da Wharton, ressaltando que a queda livre dos preços do petróleo e de outras commodities no ano passado chegou ao fim.

Relatórios recentes mostraram que os salários estão estáveis nos EUA, eliminando dessa forma uma das forças responsáveis pela deflação, acrescenta Howard Pack, professor de negócios e de políticas públicas da Wharton.

Japão, EUA e EUA registraram leve queda nos preços de bens de consumo recentemente. Contudo, trata-se de quedas de menos de 1%, ante cerca de 25% nos EUA durante os anos da Grande Depressão de 1929-1933. Em 11 de maio, a China registrou queda de 1,5% no IPC (índice de Preços ao Consumidor) de abril. Foi o terceiro mês consecutivo de quedas nos preços ao consumidor, enquanto os preços no atacado caíram 6,5%. Todavia, a maior parte dos economistas não se deixa impressionar pelas quedas de preços informadas recentemente. Eles chamam a atenção para outros sinais da mudança de curso da economia. Muitos observam que essas quedas são esperadas, porque os números do ano anterior refletiam o custo elevado do petróleo e dos alimentos.

“A economia está começando a reagir”, diz Marshall E. Blume, professor de finanças da Wharton, que cita o ritmo mais lento dos pedidos de seguro-desemprego como prova de que a deflação não é ameaça séria. A queda recente do PIB se deveu, principalmente, a um corte na produção, na medida em que os fornecedores recorriam a seus estoques, e não a novos produtos, diz. Com os estoques em baixa, a demanda deverá elevar novamente os preços.

Outros acham que poderemos ter deflação. “Eu ficaria muito surpreso se não houvesse deflação no Japão”, diz Franklin Allen, professor de finanças e de economia da Wharton. “Creio também que é bastante provável que tenhamos deflação na Europa e nos EUA”, acrescentou chamando a atenção para o rápido declínio da inflação. Allen interpreta o declínio do PIB como sinal de que os fabricantes estão trabalhando com um “excesso de capacidade muito grande”, que se equipara a um excesso de oferta e que pode ajudar a baixar os preços.

Somados à queda da demanda devido ao desemprego crescente, esses fatores poderiam tornar a deflação um problema sério nos EUA e na Europa, diz Allen.

Mauro F. Guillén, professor de administração internacional da Wharton, acredita que a deflação deva se generalizar, mas não acredita que será séria. A maior parte da queda dos preços foi tênue, diz, e os níveis elevados dos gastos do governo nos EUA e em outras regiões deverão, por fim, criar um nível de demanda tal que fará os preços subirem.

De acordo com alguns levantamentos feitos, os economistas esperam que os índices de preços ao consumidor caiam nos próximos meses em termos anuais nos EUA, Reino Unido, na zona do euro e Japão. Contudo, num discurso proferido em 11 de maio, Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, disse que a ameaça de deflação está recuando, embora ainda seja necessário vigilância, acrescentou.

O ciclo vicioso

Queda de preços pode ser uma coisa boa — até certo ponto. Quando, porém, os preços caem de forma generalizada, empresas e consumidores adiam as compras à espera de que caiam ainda mais; pode acontecer também que o façam por receio de que sua renda caia, ou então preferem não adquirir ativos que possam se desvalorizar. O recuo da demanda obriga os vendedores a cortar ainda mais os preços, desencadeando um ciclo vicioso. “O ciclo se alimenta de si mesmo e é muito difícil parar depois que começa”, diz Pack.

A deflação é devastadora principalmente para os tomadores, uma vez que sua renda corre o risco de encolher, ao passo que suas dívidas, não. O colapso dos preços dos imóveis residenciais é um bom exemplo. A queda generalizada dos preços deixou milhões de donos de imóveis com dívidas superiores ao valor de suas casas. Impossibilitados de vendê-las por um preço que lhes permitisse pagar suas dívidas, esses desempregados não têm como se mudar para conseguir outro emprego.

Embora a deflação tenha sido devastadora na época da Grande Depressão, tornando-se um problema sério para o Japão nos anos 90, Pack diz que a ameaça aos EUA e a outras economias desenvolvidas diminuiu, já que as fábricas e a agricultura têm um papel menor atualmente na economia em relação ao passado. “As fábricas respondem por um percentual relativamente pequeno de gastos nos EUA atualmente”, diz Pack. A economia hoje é dominada pela indústria de serviços, e os salários constituem sua maior despesa, acrescenta, e explica que é mais difícil para os empregadores cortar salários do que para as fábricas cortar preços.

Blume acrescenta que uma das causas da Depressão foi a má administração do padrão ouro, que fixava o valor das moedas. O padrão ouro foi abandonado há muito tempo. Outros especialistas dizem que o estímulo dado pelo governo deverá manter a deflação sob controle. Bernanke, dizem, estudou a Depressão exaustivamente quando dava aulas, e parece disposto a fazer o que for preciso para manter a deflação acuada.

Vários especialistas entrevistados citaram a inflação como sua maior preocupação, uma vez que o estímulo financeiro dado pelo governo permite aos consumidores e às empresas fomentarem a elevação dos preços dos produtos.

Embora o Fed tenha deixado claro que está disposto a reverter sua política monetária no momento em que as condições o permitirem, a realidade política pode interferir se o combate à inflação exigir taxas de juros mais elevadas, diz Richard J. Herring, professor de finanças da Wharton. “Na hora de apertar de novo, o desemprego certamente estará em ascensão novamente”, diz ele. “Se o Fed decidir apertar quando achar mais oportuno, encontrará pela frente uma resistência feroz do Congresso e dos tomadores de empréstimos.

O pior cenário seria uma repetição da política de taxas baixas que se estendeu por muito tempo nos primeiros anos da década, quando os EUA se recuperavam do estouro da bolha de tecnologia. A “assimetria política” — isto é, a preferência política por taxas baixas em detrimento de taxas elevadas — “explica, em parte, a confusão em que nos metemos”.

O melhor cenário, de acordo com Guillén, consiste em taxas baixas de inflação, e não em taxa nenhuma. “A taxa ideal seria aquela que fosse consistente com o crescimento econômico sustentável”, diz Guillén. O nível ideal de inflação depende da taxa de crescimento da economia. Uma faixa de 3% a 5% é geralmente considerada saudável, diz. “Para crescer, você precisa saber quais são os novos serviços ou produtos mais demandados — e um sintoma de demanda elevada é a elevação dos preços.” Esse mecanismo ajuda a economia a distribuir seu capital de modo mais eficiente, na medida em que produtos e serviços com preços em elevação afastam os investimentos em dólares dos produtos e serviços cujos preços estão em queda, diz.

Até certo ponto, consumidores e empresas se beneficiam do aumento dos preços dos ativos. Os donos de imóveis residenciais, por exemplo, podem recorrer a empréstimos baseados no valor já pago por suas casas. “Isso estimula o consumo e contribui para o crescimento da economia”, diz Guillén. É claro que pode haver exageros, diz. A bolha imobiliária de alguns anos atrás deu aos donos de imóveis muito dinheiro para gastar, mas depois voltou para assombrá-los quando estourou. “A inflação dos preços dos ativos é tolerável, mas se virar bolha, haverá um momento em que será preciso prestar contas, e é isso exatamente o que está acontecendo agora.”

O governo federal vem combatendo as tendências inflacionárias mantendo baixas as taxas de inflação e despejando dinheiro na economia para encorajar o consumidor e as empresas a gastarem. Embora Guillén acredite que isso possa funcionar, é difícil conseguir uma reviravolta muito rápida.

Situação: “esquisita”

“Neste momento, a curto prazo, a situação é muito esquisita”, disse Guillén salientando que indivíduos e empresas preferem usar o dinheiro extra para pagar dívidas, em vez de gastá-lo. Preocupados com o risco oferecido por possíveis tomadores, os bancos vêm estocando o dinheiro do socorro dado pelo governo, em vez de emprestá-lo, conforme queria governo. “Se você não empresta — se os bancos insistem em guardar o dinheiro — não há geração de demanda.”

Para o Federal Reserve, o ajuste das taxas de juros “é um exercício extremamente difícil”, diz Guillén, já que facilitar o acesso ao dinheiro pode fazer eclodir a inflação. Nesse caso, o Fed provavelmente elevaria as taxas de juros, embora ao elevá-las demais acabe fechando a torneira de dinheiro de que a economia precisa para crescer.

“Não gostamos da situação atual, que é de deflação associada à recessão”, diz Guillén. “Gostaríamos de transformar a recessão em crescimento econômico, e a deflação em inflação suave capaz de suportar o crescimento econômico.”

Preocupado com a deflação depois do estouro da bolha de tecnologia no início da década, o Fed manteve as taxas de juros em patamares baixos em 2003, 2004 e 2005, lembra Richard Marston, professor de finanças e de economia da Wharton. Marston diz que essa foi uma reação extrema baseada na crença equivocada de que a desaceleração econômica estaria empurrando os preços para baixo numa trajetória deflacionária típica, enquanto a causa real eram as importações baratas de países como a China.

A permanência das taxas em níveis baixos por um tempo longo demais alimentou o boom da moradia, o que resultou na crise financeira, diz Marston. Agora, os esforços do governo para despejar dinheiro na economia deveriam preparar o cenário para a recuperação, diz ele, acrescentando que qualquer período de deflação será bastante moderado.

“Creio que o consumidor é quem vai nos tirar da recessão”, diz Marston. “A maior parte das famílias americanas cortou gastos, mas ninguém fez isso porque sua renda havia caído”, diz ele, explicando que a redução de gastos se deveu, antes, ao receio do consumidor em relação ao futuro.

Os que têm bons níveis de renda vão começar a abrir a carteira na hora em que perceberem sinais de recuperação na economia, o que já vem acontecendo, acredita Marston. “As pessoas vão começar a freqüentar novamente os restaurantes, começarão a comprar carros outra vez [...] Tenho uma perspectiva muito otimista a esse respeito.”

Publicado em: 20/05/2009
http://www.wharton.universia.net/index.cfm?fa=viewArticle&id=1714&language=portuguese

domingo, 3 de maio de 2009

A MÁQUINA DE GUERRA COMERCIAL CHINESA

Klauber Cristofen Pire

Em um dos filmes da trilogia “De Volta Para o Futuro”, o cientista protagonista ironiza sobre uma peça defeituosa de sua máquina do tempo, alegando ser a causa o fato de ter sido construída... no Japão! Como um sujeito “coroa” e desatualizado, certamente se referia ao tempo em que a ilha, num processo inicial de industrialização, produzia bens de qualidade duvidosa. A graça da ironia, claro, estava situada em um contexto em que a boa qualidade dos produtos japoneses já era mundialmente reconhecida.

Tal fenômeno também se repetiu com várias nações, inclusive o Brasil, em que o processo de melhoria da qualidade dos produtos ainda se encontra em um estágio de transição, e especialmente nos demais países conhecidos como “tigres asiáticos”, quando o capitalismo e a industrialização por lá se instalaram, mais propriamente de uma forma planejada pelo estado do que propriamente segundo uma evolução espontânea e natural do mercado: Formosa (Taiwan), Malásia, Tailândia, Cingapura, Indonésia e outros menores. Tenho que a exceção foi a Coréia do Sul, que sempre se esmerou desde o início por oferecer produtos de boa qualidade, em que pese utilizar-se prioritariamente de tecnologia de segunda mão, geralmente japonesa (não há nada de errado nisto, frise-se).

A grande questão que se levanta nos nossos dias, portanto é que, chegada a vez da China, e tendo já consolidado o seu parque industrial, seus produtos ainda continuem a ser tão exemplarmente ruins quanto sempre o foram!

Alguns exemplos, colhidos da minha própria vivência, podem ilustrar muito bem o que afirmo:

Primeiro, lembro-me de uma arandela, adquirida anos atrás – era bonita, dobrável e possuía uma lâmpada eletrônica, uma novidade para o fim dos anos 90 – pois este aparelho, quando de seu début, começou a exalar uma gás inodoro, possivelmente decorrente do aquecimento da lâmpada sobre o plástico – que me causou, durante a leitura de um livro, uma inflamação nos olhos que perdurou por mais de uma semana!

Em outra oportunidade, adquiri para a minha esposa um secador de cabelo numa loja de importados em Manaus, também bonitinho e bivolt. Muito prático, a não ser pelo fato de que, após uns poucos minutos de uso, dava pane e minha esposa só conseguia “reanimá-lo” após algum tempo de resfriamento na frente de um ventilador...

Comprei ainda outro secador, em uma loja de departamentos nacional (sem saber que era chinês) e o danado produzia um som altamente estridente, possivelmente irregular para os órgãos certificadores, e ao fim de uns poucos meses, restou queimado.

Recentemente, uma certa coceira acometia-se em minha mão, quando percebi que a causa era o cabo do guarda-chuva que eu carregava. Ocorre que o seu cabo era composto de um plástico cuja camada superficial, já desgastada pelo uso, expunha seu interior, no qual era possível observar a presença de partículas metálicas. Possivelmente se tratava de um plástico reciclado sem o menor cuidado com a toxidade. Ainda no ano passado, em palestra havida em Curitiba para os servidores da Receita Federal do Brasil por associações de fabricantes nacionais , fomos informados de que até mesmo bonecas de brinquedo eram construídas com material reciclado – pasme - com material de lixo hospitalar!

Por que será que tem ocorrido assim? Certamente que o baixo preço das quinquilharias chinesas, tornado possível graças a salários miseráveis ou ao uso de mão de obra de presidiários, tornam-nas atrativas para o povão, mas esta estratégia não haveria de persistir bem-sucedida quando a maior parte dos consumidores começasse a rejeitar estes produtos.

Uma tentativa de explicar este sucesso pode ser aventada – e investigada por quem tenha maiores recursos e interesse para tal – quando atentarmos para o que chamo de “técnica de exportação dos importadores”. De fato, com relação aos demais países que entre si praticam comércio, a exposição de produtos uns com os outros se dá de forma tradicional, por meio da qual os importadores se interessam e celebram os seus negócios. Com os produtos chineses, todavia, é larga a ocorrência justamente de chineses entre os principais importadores. Isto me leva à seguinte teoria: A China exporta, por meio da emigração, cidadãos chineses; este, por sua vez, são capitalizados e promovem diretamente as importações para revenda no mercado interno dos países em que atuam.

A China desconhece direitos trabalhistas, direitos de propriedade, de marcas e patentes, especificações sanitárias e toxicológicas adequadas, cuidados ambientais, e seus produtos não raro estão no mercado nacional por conta do descaminho fiscal. Tudo isto acontece em um cenário em que estas exigências, nos países democráticos, são exorbitadas às raias do bizarro, inviabilizando os empreendedores honestos por meio da criminalização intencional de suas atividades.

Nos anos 90, uma prática protecionista européia, batizada como ISO 9000, pretendia, mediante alegações de proteção à qualidade, restringir o ingresso dos produtos e serviços de países emergentes, mais baratos e competitivos e às vezes, até mesmo, melhores. A esta forma de protecionismo velado, denominado de “não-alfandegário”, por não se utilizar diretamente de empecilhos tais como a incidência de tributos ou imposição de cotas de importação, mas largamente utilizada pelos governos dos países como uma saída não oficial para a prática do protecionismo, as empresas brasileiras conseguiram responder com o atendimento das exigências regulamentares ditadas pela ISO (International Organization for Standardization), o que, às vezes, até mesmo incluiu a necessária melhoria da qualidade dos seus produtos, de modo que, em poucos anos, praticamente todas as empresas voltadas ao comércio exterior conseguiram seus certificados de qualidade total.

Todavia, hoje enxerga-se uma guerra comercial de nível muito mais avançado, no tanto em que os países civilizados - inclupidos aí o Brasil - têm o seu parque industrial praticamente impedido de prosperar - e até mesmo sujeito a se deprimir, por conta do movimento do aquecimento global e do chamado “mercado de carbono”, enquanto as indústrias chinesas produzem livre de qualquer constrangimento toda sorte de porcarias sem o mínimo controle e impedimento por parte das nações onde ainda predominam práticas leais de comércio.

Tenho muita preocupação, principalmente, com a entrada de alimentos e produtos de higiene, que já pude constatar, tal como pirulitos, clicletes e batatas-fritas e saboenetes, pastas dentais, batons e perfumes. Rogo a todos os pais que tenham a máxima atenção com isto, verificando a origem nas embalagens. Vocês e seus filhos podem estar correndo perigo.

Fonte: www.libertatum.blogspot.com

Divulgação: www.juliosevero.com

quarta-feira, 29 de abril de 2009

EMPREGO E PRODUÇÃO NÃO SÃO SINÔNIMOS DE PROSPERIDADE E BEM ESTAR

FOTO: Linha de produção bélica americana duranta a 2a. Guerra: emprego era total, mas prosperidade baixa

Emprego e produção não são sinônimos de prosperidade e bem estar

Um dos maiores equívocos de keynesianos e afins é medir prosperidade e bem estar de acordo com os níveis agregados de produção e emprego. Olhando por esse prisma, uma economia vai bem quando os níveis de desemprego são baixos e o Produto Interno Bruto é alto. Por conta disso, todo o arcabouço teórico – e retórico – dos intervencionistas vai no sentido de que as ações governamentais – leia-se: gasto público - devem objetivar, prioritariamente, o aumento do emprego, pouco importando a utilidade daquilo que estes empregos produzem. Em síntese, o trabalho humano passa a ser um fim em si mesmo, e não um meio para alcançarmos melhores níveis de bem estar.
Os bens e serviços, como os próprios nomes dão a entender, são produtos que devem ter utilidade para alguém. Logo, criar riqueza não é apenas fabricar algo. Precisa ser algo que tenha valor de troca, ou seja, algo que consumidores estejam dispostos a adquirir, por necessidade ou prazer. Em resumo, precisa ser algo que tenha demanda e, consequentemente, potencial lucrativo. Não fosse assim, bastaria que todos ocupássemos o nosso tempo, por exemplo, a cavar grandes buracos com pequeninas colheres, e a sociedade prosperaria sem parar.

A produção de bens ou serviços que não gera lucro, ou seja, que não remunera o investimento realizado, é destruidora de riqueza, pois desperdiça fatores de produção (trabalho, matéria prima, equipamentos), sempre escassos, que poderiam estar sendo utilizados em outras atividades mais úteis para a sociedade em geral. Por isso, quanto mais lucrativa é uma economia, maior é a prosperidade e bem estar da sociedade.

Por não visarem ao lucro (e não estarem sujeitos à concorrência), os governos são normalmente muito menos eficientes e tendem mais à destruição de riquezas do que a iniciativa privada. Além disso, os investimentos do Estado são determinados pelo seu viés político, não pelos sinais de preço enviados pelo mercado. Daí porque uma certa vocação para os investimentos de pouca utilidade.

Nos países comunistas da antiga Cortina-de-ferro, o Estado produzia até bastante. O problema é que eles empregavam recursos humanos e materiais para produzir coisas em geral sem muita utilidade para a população e, portanto, não criavam riqueza. O cerne do problema comunista, onde quer que seja, está justamente na ausência do lucro como mola propulsora da atividade produtiva, e da concorrência como incentivo institucional à eficiência. Nas economias planificadas, produz-se aquilo que a cabeça dos burocratas determina, de acordo com os gostos subjetivos desta mesma burocracia ou, o que é ainda pior, simplesmente com o objetivo manter o poder pela força. Geralmente, atividades intensivas de mão-de-obra são preferíveis às intensivas de capital. Não surpreende, portanto, que a produção de armas fosse a atividade principal do Império Soviético, ao mesmo tempo em que faltava pão, leite e muitos outros gêneros de primeira necessidade.

Embora fosse a grande potência mundial na produção de armas e equipamentos de uso militar, os russos jamais conseguiram fabricar um mísero liquidificador que prestasse, simplesmente porque os fabricantes não visavam ao lucro, não tinham concorrentes e não precisavam preocupar-se com o consumidor. Em suma, fabricavam coisas, mas não criavam necessariamente riqueza.

Na antiga URSS, havia pleno emprego – ou quase isso - e produção em massa de inúmeros produtos, mas não havia prosperidade, pois de nada adianta produzir coisas que não têm como fim a satisfação de alguém. Eis aqui a grande virtude e beleza do capitalismo: a ganância dos empreendedores precisa estar voltada para o objetivo de produzir satisfação ao seu semelhante, sem o que ele não enriquece.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o PIB dos EUA experimentou um crescimento extraordinário. Produziu-se bastante naquele período, mas tal qual na URSS, produziu-se majoritariamente bens (armas, munições, etc.) que não visavam à satisfação do cidadão americano, mas ao consumo do governo e, principalmente, ao consumo da guerra. Então, mesmo com aquele incremento fantástico do PIB no período, os níveis de bem estar da sociedade permaneceram baixos - na verdade, foi um dos períodos de maior penúria, em que faltavam até mesmo itens de primeira necessidade.

Economistas keynesianos e alguns historiadores mais apressados costumam cometer os mais interessantes erros ao tratar da Segunda Guerra. De modo geral, esses “especialistas” defendem que esta guerra, graças aos “investimentos maciços do governo americano na economia”, encerrou a fase de depressão econômica dos anos 30 e recolocou a nação no caminho da prosperidade. Suas conclusões, no entanto, são absolutamente equivocadas, pois baseiam-se exclusivamente nas taxas de desemprego e PIB.

De fato, o desemprego oficial quase desapareceu, tendo caído de 14.6% em 1940 para apenas 1,2% em 1944. O que estas estatísticas escondem, porém, segundo o economista Robert Higgs, é que praticamente 11 milhões de americanos encontravam-se prestando serviço militar naquele período, dos quais 8 milhões eram desempregados em 1940. Ora, prestar serviço militar, notadamente em tempos de guerra, não é uma atividade criadora de riqueza e, muito menos geradora de bem estar. Pelo contrário, a guerra destrói muito mais do que cria, machuca muito mais do que conforta.

Por outro lado, o Produto Interno Bruto também experimentou um sensível aumento naquele mesmo período. Pelos dados oficiais, o PIB norte-americano aumentou 84% entre 1940 e 1944. O problema é que todo esse incremento foi resultado de gastos governamentais, na sua quase totalidade voltados à produção de armas e equipamentos militares e pagamento de pessoal conscrito.

Já o componente privado do PIB (consumo e investimento), aquele que, como vimos acima, está ligado aos bens que geram bem estar, na verdade caiu depois de 1941, e era 13% menor em 1943. Somente depois do término da guerra é que a economia privada – direta ou indiretamente voltada para a produção de bens de consumo – voltou aos índices anteriores à grande depressão e começou a recuperar o nível de bem estar.

Um outro exemplo bastante didático é o da Alemanha nazista da década de 1930. Em 1933, a produção militar respondia por apenas 2% do PIB daquele país. Já em 1940, esta mesma produção era responsável por espantosos 44%. O emprego, como era esperado, cresceu em proporção semelhante, porém os níveis de bem estar, medidos pela geração de riquezas, ou seja, pela produção de bens econômicos úteis, que atendessem às necessidades e desejos humanos, estavam muito longe do ideal.

Se procurarmos, encontraremos certamente inúmeros exemplos de sociedades, ao longo da História, em que havia trabalho para todos - às vezes muito trabalho, como na China Maoísta -, havia produção (de coisas que não necessariamente riquezas), mas não havia satisfação, conforto - enfim, prosperidade, cuja única medida é a abundância de bens de consumo à disposição dos indivíduos.

Fonte: http://www.midiaamais.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=181&Itemid=54

RELATÓRIO DO BANCO CENTRAL MOSTRA PREFERÊNCIA DE BRASILEIROS POR CARTÕES



Os brasileiros estão cada vez mais preferindo os meios eletrônicos para pagar despesas.

Pela primeira vez, os cartões de débito ultrapassaram os cheques como meio de pagamento no Brasil. Segundo relatório divulgado pelo Banco Central (BC), em 2008, ocorreram 2,1 bilhões de transações com cartões de débito, contra 1,94 bilhão de transações com cheques. Os dados constam do Diagnóstico do Sistema de Pagamentos de Varejo no Brasil. De acordo com o levantamento, a utilização dos cartões de débito tem crescido acima da média. De 2005 a 2008, aumentou 84%, enquanto o uso do cheque caiu 23%. Se também forem incluídos os cartões de crédito na conta, os cartões eletrônicos responderam por 53,8% dos pagamentos no varejo sem o uso de cédulas de dinheiro no ano passado, contra os 50,3% registrados em 2007.

Nas transações inferiores a R$ 5 mil, a participação dos cartões foi ainda maior, aumentando de 55%, em 2007, para 59%, em 2008. Conforme o relatório, o número de cartões de débito em circulação no País somou 207,9 milhões no ano passado, alta de 14% em relação a 2007.

Foi a primeira vez que ultrapassou a marca de 200 milhões. Ao mesmo tempo, o número de cartões de crédito existentes no Brasil passou de 117,7 milhões, em 2007, para 132,1 milhões em 2008, aumento de 12%. A pesquisa mostrou ainda que o uso de cheques está cada vez mais restrito s transações de maior valor. De acordo com o BC, o valor médio dos pagamentos com cheque foi de R$ 835 no ano passado. Para os cartões, cada consumidor gastou, em média, R$ 49 em cartões de débito e R$ 86 nos de crédito.

O relatório destacou que há espaço para o uso do cartão de débito como forma de pagamento se expandir ainda mais. Enquanto cada consumidor faz, em média, 18,4 transações com cartões de crédito por ano nível similar ao dos países desenvolvidos a quantidade de pagamentos com cartões de débito foi de 9,3 transações.

Ainda há espaço para aumento da utilização desse instrumento de pagamento, destacou o BC. A pesquisa também apontou alta no uso de outros instrumentos eletrônicos. O total de pagamentos efetuados por meio de transferências entre contas correntes passou de 5,9 bilhões para 6,5 bilhões. De 2005 a 2008, a alta foi de 37%.

A utilização do débito em conta corrente caiu, atingindo em 846 milhões de transações em 2008, contra 853 milhões em 2007.

Fonte: DCI